Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
As hemorragias volumosas após fraturas pélvicas são causadas, mais frequentemente, por lesões de qual das estruturas indicadas a seguir?
Hemorragia volumosa em fratura pélvica → mais comum por lesão do plexo venoso pélvico, não arterial.
Embora lesões arteriais possam ser catastróficas, o sangramento venoso do plexo pélvico é a causa mais frequente e volumosa de hemorragia em fraturas pélvicas, devido à sua extensão e baixa pressão que dificulta a hemostasia espontânea.
As fraturas pélvicas são lesões de alta energia que frequentemente resultam em hemorragias graves, sendo uma das principais causas de mortalidade em pacientes traumatizados. A compreensão da fonte mais comum de sangramento é crucial para o manejo adequado e para a tomada de decisões terapêuticas. Apesar da preocupação com lesões arteriais, a maioria das hemorragias volumosas em fraturas pélvicas é de origem venosa, proveniente do extenso e delicado plexo venoso pélvico. Este plexo, localizado na pelve, é facilmente lacerado pelos fragmentos ósseos da fratura, e a baixa pressão do sistema venoso impede a formação eficaz de coágulos, resultando em sangramento contínuo e significativo. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica e no controle da hemorragia. A estabilização mecânica da pelve, seja com um cinto pélvico ou fixador externo, é fundamental para reduzir o volume do espaço pélvico e tamponar o sangramento venoso. Em casos de sangramento arterial, a embolização angiográfica pode ser necessária após a estabilização inicial.
Sinais incluem instabilidade hemodinâmica, taquicardia, hipotensão, palidez e distensão abdominal. A avaliação rápida é crucial para identificar e tratar o choque hipovolêmico.
A estabilização pélvica externa (cinto pélvico ou fixador externo) é a primeira medida para reduzir o volume do espaço pélvico e tamponar o sangramento venoso. A reposição volêmica agressiva também é fundamental.
O plexo venoso pélvico é extenso e de paredes finas, facilmente lesado por fragmentos ósseos. A baixa pressão venosa dificulta a coagulação espontânea, levando a perdas volumosas e contínuas.
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