Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
O esôfago não é frequentemente um local de hemorragia significativa. Assinale a alternativa incorreta:
Hemorragia esofágica infecciosa → tratamento clínico (antifúngicos/antivirais), cirurgia é rara.
A hemorragia esofágica por etiologia infecciosa (ex: candidíase, herpes) é geralmente tratada clinicamente com agentes antimicrobianos específicos. O tratamento cirúrgico é uma exceção, reservado para casos de falha do tratamento clínico, perfuração ou sangramento maciço incontrolável, o que é raro.
O esôfago não é o local mais comum de hemorragias digestivas significativas, mas quando ocorre, pode ser um sinal de condições subjacentes importantes. A causa mais frequente de sangramento esofágico é a esofagite, muitas vezes secundária à Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). O contato prolongado da mucosa esofágica com o ácido gástrico pode levar à inflamação e, em casos mais severos, à ulceração superficial. Embora essas úlceras raramente causem hemorragia aguda maciça, podem ser uma fonte de sangramento crônico, manifestando-se como anemia ferropriva ou fezes guáiaco-positivas. Outras causas de sangramento esofágico incluem varizes esofágicas (em pacientes com hipertensão portal), úlceras esofágicas de outras etiologias (medicamentosa, infecciosa, cáustica), tumores e, mais raramente, condições como a doença de Crohn ou lesões por irradiação. A esofagite infecciosa, causada por agentes como Candida, Herpes simplex ou Citomegalovírus, pode levar a ulcerações e sangramento, especialmente em pacientes imunocomprometidos. O tratamento da hemorragia esofágica depende da sua etiologia. Para esofagite por DRGE, o manejo envolve inibidores da bomba de prótons. Em casos de esofagite infecciosa, o tratamento é primariamente clínico, com antifúngicos (para Candida) ou antivirais (para Herpes/CMV). O tratamento cirúrgico para hemorragia esofágica é uma medida de exceção, geralmente reservado para situações de sangramento maciço e refratário a outras abordagens, perfuração esofágica ou outras complicações graves que não respondem ao manejo clínico ou endoscópico. A afirmação de que o tratamento cirúrgico é geralmente necessário para etiologia infecciosa é incorreta, pois a maioria desses casos responde bem à terapia antimicrobiana específica.
As causas mais comuns incluem esofagite (especialmente por refluxo gastroesofágico), úlceras esofágicas, varizes esofágicas (em pacientes com hipertensão portal) e, menos frequentemente, esofagite infecciosa, medicações e irradiação.
O contato repetido da mucosa esofágica com o ácido gástrico na DRGE pode levar à inflamação (esofagite) e, em casos mais graves, à ulceração superficial. Embora raramente cause sangramento agudo maciço, pode resultar em sangramento crônico, manifestando-se como anemia ou fezes guáiaco-positivas.
O tratamento cirúrgico para hemorragia esofágica é raro e geralmente reservado para casos de sangramento maciço e incontrolável por métodos endoscópicos, perfuração esofágica, ou falha de tratamento clínico em situações específicas, como em algumas complicações de esofagite cáustica ou tumoral.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo