IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Nos traumatismos abdominais fechados, a chamada hemorragia em dois tempos deve-se a:
Hemorragia em dois tempos no trauma abdominal fechado → rotura tardia de hematoma subcapsular esplênico.
A hemorragia em dois tempos é uma complicação do traumatismo abdominal fechado, mais comumente associada a lesões esplênicas. Ela ocorre quando um hematoma subcapsular, inicialmente contido, se rompe tardiamente, levando a um sangramento significativo na cavidade peritoneal, dias ou semanas após o trauma inicial.
O traumatismo abdominal fechado é uma causa comum de morbimortalidade, e as lesões de órgãos sólidos, como o baço, são frequentes. A hemorragia em dois tempos é uma complicação insidiosa e potencialmente fatal dessas lesões, caracterizada por um período assintomático ou com sintomas leves, seguido por um sangramento intra-abdominal maciço e tardio, que pode levar a choque hipovolêmico. A fisiopatologia da hemorragia em dois tempos envolve a formação de um hematoma subcapsular no baço (ou, menos comumente, em outros órgãos como fígado ou rim) após o trauma inicial. Esse hematoma é inicialmente contido pela cápsula do órgão. Com o tempo, o hematoma pode aumentar de volume devido ao sangramento contínuo ou à liquefação do coágulo, ou a cápsula pode enfraquecer e se romper, liberando o sangue para a cavidade peritoneal. A rotura da cápsula esplênica é a causa mais comum. Clinicamente, o paciente pode apresentar um quadro de choque hipovolêmico dias ou semanas após o trauma inicial, sem um novo evento traumático. O diagnóstico exige alta suspeição e exames de imagem como a tomografia computadorizada. O tratamento é cirúrgico, visando controlar o sangramento e, frequentemente, resultando em esplenectomia para salvar a vida do paciente.
A principal causa é a rotura tardia de um hematoma subcapsular esplênico, que se forma após um trauma abdominal fechado e se rompe dias ou semanas depois, causando sangramento intraperitoneal significativo.
Inicialmente, o paciente pode ter poucos sintomas ou estar estável. Após a rotura do hematoma, pode apresentar dor abdominal súbita e intensa, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez) e distensão abdominal, exigindo atenção imediata.
O diagnóstico é feito pela história de trauma abdominal prévio e exames de imagem (ultrassom FAST, TC de abdome) que mostram líquido livre na cavidade. O tratamento geralmente envolve laparotomia exploradora para controle do sangramento, muitas vezes com esplenectomia, dependendo da estabilidade do paciente.
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