UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Os casos de hemorragia digestiva oculta são definidos por ausência de lesões que expliquem o sangramento nos exames de endoscopia digestiva alta e ileocolonoscopia. Sobre esse assunto, analisar os itens abaixo: I. A investigação com cintilografia com hemácias marcadas, angiotomografia e cápsula endoscópica requer algum grau de sangramento ativo para identificar a fonte de sangramento. II. A principal causa de hemorragia digestiva oculta são erosões em intestino delgado. III. A enteroscopia com duplo balão deve ser o primeiro exame a ser feito em casos de hemorragia digestiva oculta em paciente instável hemodinamicamente. Está(ão) CORRETO(S):
HDO → investigação direcionada; instabilidade hemodinâmica → estabilização e localização rápida (angiografia/cirurgia).
A investigação da hemorragia digestiva oculta depende da estabilidade hemodinâmica e da taxa de sangramento. Exames como cintilografia e angiotomografia exigem sangramento ativo, enquanto a cápsula endoscópica pode identificar lesões intermitentes. A enteroscopia é um método terapêutico e diagnóstico para pacientes estáveis.
A hemorragia digestiva oculta (HDO), também conhecida como sangramento gastrointestinal obscuro, é definida pela persistência ou recorrência de sangramento digestivo após endoscopia digestiva alta e colonoscopia negativas. Representa um desafio diagnóstico e terapêutico, sendo mais comum em idosos e frequentemente causada por lesões no intestino delgado. A compreensão de suas causas e métodos de investigação é crucial para residentes. A investigação da HDO depende da apresentação clínica e da estabilidade hemodinâmica do paciente. Exames como cintilografia com hemácias marcadas e angiotomografia são úteis em casos de sangramento ativo, enquanto a cápsula endoscópica é a primeira linha para avaliação do intestino delgado em pacientes estáveis, identificando lesões mesmo com sangramento intermitente. A enteroscopia com duplo balão é um método mais invasivo, utilizado para diagnóstico e terapia em pacientes estáveis, após a localização da lesão. O manejo da HDO exige uma abordagem sistemática. Em pacientes instáveis, a prioridade é a estabilização hemodinâmica e a localização rápida da fonte de sangramento, muitas vezes por angiografia ou cirurgia. Para pacientes estáveis, a sequência de exames deve ser racionalizada para otimizar o diagnóstico e tratamento, considerando a etiologia mais provável e a disponibilidade dos recursos.
As principais causas de hemorragia digestiva oculta incluem angiodisplasias, úlceras de intestino delgado (especialmente por AINEs), tumores, divertículos de Meckel e varizes ectópicas, localizadas principalmente no intestino delgado.
A cápsula endoscópica é indicada para investigar sangramento digestivo de origem obscura, após endoscopia alta e colonoscopia negativas, sendo útil para identificar lesões no intestino delgado, mesmo com sangramento intermitente.
Em pacientes com hemorragia digestiva oculta e instabilidade hemodinâmica, a prioridade é a estabilização com fluidos e hemoderivados, seguida por métodos rápidos de localização e controle do sangramento, como angiografia com embolização ou cirurgia exploratória.
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