Hemorragia Digestiva Baixa: Diagnóstico e Manejo em Idosos

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 70 anos, sexo masculino, admitido no PS com quadro de Hemorragia Digestiva Baixa (HDB). Relata dois episódios de sangramento, hoje não associados a evacuação. No momento paciente estável, lúcido e orientado, acianótico e normocorado. Pressão artetrial 120x70mmHg e frequência cardíaca de 80 bpm. Frente ao caso em questão, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A maioria cessa espontaneamente e a colonoscopia é o exame padrão-ouro.
  2. B) A avaliação inicial compreende o exame proctológico e a pesquisa de sangue oculto fecal.
  3. C) A abordagem cirúrgica está indicada no 3º episódio de hemorragia digestiva baixa quando a doença diverticular for a causa.
  4. D) A forma hipertônica da doença diverticular é causa de sangramento maciço e está indicada a arteriografia.
  5. E) A neoplasia colorretal ´´e a principal causa de HDB nessa faixa etária e está indicada colonoscopia, tomografia e solicitação de marcadores tumorais.

Pérola Clínica

HDB em paciente estável → maioria cessa espontaneamente; colonoscopia é padrão-ouro diagnóstico/terapêutico.

Resumo-Chave

A Hemorragia Digestiva Baixa (HDB) é comum em idosos, sendo a diverticulose a causa mais frequente. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a maioria dos sangramentos cessa espontaneamente. A colonoscopia é o exame padrão-ouro para diagnóstico e, frequentemente, para tratamento, devendo ser realizada após preparo intestinal adequado.

Contexto Educacional

A Hemorragia Digestiva Baixa (HDB) é definida como sangramento originado distalmente ao ligamento de Treitz, sendo mais comum em pacientes idosos. A importância clínica reside na sua potencial gravidade, embora a maioria dos episódios seja autolimitada. A diverticulose é a causa mais frequente de HDB em idosos, seguida por angiodisplasias e colites isquêmicas. O reconhecimento precoce e a estratificação de risco são cruciais para um manejo adequado. A fisiopatologia da HDB varia conforme a etiologia. No caso da diverticulose, o sangramento ocorre devido à ruptura de vasos sanguíneos na base do divertículo. O diagnóstico inicial foca na estabilização hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, a colonoscopia é considerada o padrão-ouro, pois permite não apenas a identificação da fonte do sangramento, mas também a intervenção terapêutica (e.g., injeção de epinefrina, clipagem, coagulação). Outros exames como angiografia ou cintilografia podem ser úteis em sangramentos maciços e persistentes, quando a colonoscopia não é conclusiva ou viável. O tratamento da HDB depende da causa e da gravidade. A maioria dos sangramentos diverticulares cessa espontaneamente. Para sangramentos ativos e persistentes, a hemostasia endoscópica é a primeira linha. Em casos de sangramento refratário ou instabilidade hemodinâmica persistente, a angiografia com embolização ou, em último caso, a cirurgia podem ser necessárias. O prognóstico geralmente é bom, mas a recorrência é possível, especialmente na doença diverticular.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de Hemorragia Digestiva Baixa em idosos?

As principais causas em idosos são doença diverticular (a mais comum), angiodisplasia, isquemia colônica, pólipos e neoplasias colorretais.

Quando a colonoscopia é indicada na Hemorragia Digestiva Baixa?

A colonoscopia é indicada após a estabilização hemodinâmica do paciente e preparo intestinal adequado, sendo o exame de escolha para identificar a fonte do sangramento e, se possível, realizar hemostasia.

Qual a conduta inicial para um paciente com Hemorragia Digestiva Baixa estável?

A conduta inicial envolve avaliação da estabilidade hemodinâmica, reposição volêmica se necessário, monitorização e, em seguida, investigação diagnóstica com colonoscopia após preparo.

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