UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024
Paciente de 70 anos, sexo masculino, admitido no PS com quadro de Hemorragia Digestiva Baixa (HDB). Relata dois episódios de sangramento, hoje não associados a evacuação. No momento paciente estável, lúcido e orientado, acianótico e normocorado. Pressão artetrial 120x70mmHg e frequência cardíaca de 80 bpm. Frente ao caso em questão, assinale a alternativa correta:
HDB em paciente estável → maioria cessa espontaneamente; colonoscopia é padrão-ouro diagnóstico/terapêutico.
A Hemorragia Digestiva Baixa (HDB) é comum em idosos, sendo a diverticulose a causa mais frequente. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a maioria dos sangramentos cessa espontaneamente. A colonoscopia é o exame padrão-ouro para diagnóstico e, frequentemente, para tratamento, devendo ser realizada após preparo intestinal adequado.
A Hemorragia Digestiva Baixa (HDB) é definida como sangramento originado distalmente ao ligamento de Treitz, sendo mais comum em pacientes idosos. A importância clínica reside na sua potencial gravidade, embora a maioria dos episódios seja autolimitada. A diverticulose é a causa mais frequente de HDB em idosos, seguida por angiodisplasias e colites isquêmicas. O reconhecimento precoce e a estratificação de risco são cruciais para um manejo adequado. A fisiopatologia da HDB varia conforme a etiologia. No caso da diverticulose, o sangramento ocorre devido à ruptura de vasos sanguíneos na base do divertículo. O diagnóstico inicial foca na estabilização hemodinâmica do paciente. Em pacientes estáveis, a colonoscopia é considerada o padrão-ouro, pois permite não apenas a identificação da fonte do sangramento, mas também a intervenção terapêutica (e.g., injeção de epinefrina, clipagem, coagulação). Outros exames como angiografia ou cintilografia podem ser úteis em sangramentos maciços e persistentes, quando a colonoscopia não é conclusiva ou viável. O tratamento da HDB depende da causa e da gravidade. A maioria dos sangramentos diverticulares cessa espontaneamente. Para sangramentos ativos e persistentes, a hemostasia endoscópica é a primeira linha. Em casos de sangramento refratário ou instabilidade hemodinâmica persistente, a angiografia com embolização ou, em último caso, a cirurgia podem ser necessárias. O prognóstico geralmente é bom, mas a recorrência é possível, especialmente na doença diverticular.
As principais causas em idosos são doença diverticular (a mais comum), angiodisplasia, isquemia colônica, pólipos e neoplasias colorretais.
A colonoscopia é indicada após a estabilização hemodinâmica do paciente e preparo intestinal adequado, sendo o exame de escolha para identificar a fonte do sangramento e, se possível, realizar hemostasia.
A conduta inicial envolve avaliação da estabilidade hemodinâmica, reposição volêmica se necessário, monitorização e, em seguida, investigação diagnóstica com colonoscopia após preparo.
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