UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 63a, veio ao Pronto Socorro referindo dor abdominal em cólica e um episódio de evacuação com sangue vivo há 1 dia. Exame físico: PA= 130x80 mmHg, FC= 78bpm, FR= 14irpm, oximetria de pulso (ar ambiente)= 98%; abdome: plano, normotenso, sem visceromegalia e sem irritação peritoneal; toque retal: sem sangue em dedo de luva ou massa. Hematócrito= 36%, hemoglobina= 11,8g/dL, RNI= 1,02 e R= 0,97. Endoscopia digestiva alta: normal. A CONDUTA É:
Hemorragia digestiva baixa + EDA normal + estabilidade hemodinâmica → Colonoscopia diagnóstica.
Em pacientes com sangramento digestivo baixo (hematochezia) e estabilidade hemodinâmica, após exclusão de sangramento alto por EDA, a colonoscopia é o exame de escolha para identificar a fonte do sangramento e guiar o tratamento.
A hemorragia digestiva baixa (HDB) é definida como sangramento originado distalmente ao ligamento de Treitz, manifestando-se frequentemente como hematochezia. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais comum em idosos devido a diverticulose e angiodisplasias. É crucial diferenciar HDB de alta, que pode se apresentar com melena, embora sangramentos altos volumosos e de trânsito rápido possam causar hematochezia. O diagnóstico da HDB em pacientes hemodinamicamente estáveis inicia-se com a exclusão de uma fonte alta através da endoscopia digestiva alta (EDA). Uma vez descartada a origem alta, a colonoscopia é o método de escolha para localizar a fonte do sangramento na maioria dos casos, permitindo também intervenções terapêuticas. Exames complementares como exames laboratoriais (hemograma, coagulograma) são importantes para avaliar a repercussão do sangramento e a função de coagulação. O tratamento da HDB depende da etiologia e da gravidade. A colonoscopia não só diagnostica, mas também pode tratar a causa (ex: clipagem de divertículos sangrantes, coagulação de angiodisplasias). Em casos de sangramento refratário ou maciço, outras opções incluem arteriografia com embolização ou, em último caso, cirurgia. O prognóstico geralmente é bom, mas a recorrência é comum, especialmente em pacientes com diverticulose.
Os sinais incluem hematochezia (sangue vivo nas fezes), dor abdominal em cólica e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica. A quantidade e a cor do sangue podem variar.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica, exclusão de sangramento alto com EDA e, se negativo, prosseguir com colonoscopia para identificar a fonte e, se possível, realizar tratamento endoscópico.
A hemorragia digestiva alta geralmente se manifesta como melena (fezes escuras, fétidas e pastosas), enquanto a baixa se apresenta como hematochezia (sangue vivo nas fezes). Sangramentos altos volumosos podem, contudo, causar hematochezia.
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