IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Homem de 70 anos apresenta sangramento retal intenso e hipotensão. A colonoscopia revela um divertículo sangrante. Qual é a conduta inicial mais indicada?
Sangramento diverticular intenso com instabilidade hemodinâmica e falha/impossibilidade de hemostasia endoscópica → Ressecção cirúrgica.
Em casos de hemorragia diverticular maciça com instabilidade hemodinâmica e falha da terapia endoscópica ou quando a fonte do sangramento não pode ser controlada por métodos menos invasivos, a ressecção cirúrgica do segmento intestinal afetado torna-se a conduta mais indicada para salvar a vida do paciente.
A hemorragia digestiva baixa por diverticulose é uma causa comum de sangramento retal em idosos, podendo variar de leve a maciça. A diverticulose, caracterizada por herniações da mucosa e submucosa através da camada muscular do cólon, é prevalente em populações ocidentais, e o sangramento ocorre pela erosão de vasos sanguíneos adjacentes aos divertículos. A importância clínica reside na potencial gravidade do quadro, que pode levar a choque hipovolêmico e óbito se não manejado adequadamente. O diagnóstico inicial envolve a estabilização hemodinâmica do paciente, seguida pela localização da fonte do sangramento. A colonoscopia é o método de escolha para diagnóstico e terapia, permitindo a identificação do divertículo sangrante e a aplicação de métodos hemostáticos como clipes, injeção de epinefrina ou coagulação. No entanto, em sangramentos muito intensos, a visualização pode ser comprometida, e a eficácia da endoscopia pode ser limitada. A conduta terapêutica depende da gravidade e resposta inicial. Em casos de sangramento maciço, instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, ou falha da terapia endoscópica, a angiografia com embolização ou a ressecção cirúrgica do segmento colônico afetado tornam-se opções. A cirurgia é geralmente reservada para situações de emergência, quando outras abordagens falharam ou são inviáveis, visando o controle definitivo da hemorragia e a estabilização do paciente.
Sangramento retal intenso, hipotensão, taquicardia, palidez e outros sinais de choque hipovolêmico indicam gravidade e necessidade de intervenção imediata.
É indicada em casos de sangramento maciço e refratário à terapia endoscópica, ou quando há instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica.
A colonoscopia é diagnóstica e terapêutica, permitindo a localização e hemostasia. Contudo, em sangramentos maciços, a visualização pode ser comprometida ou a hemostasia ineficaz.
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