UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
Os primeiros exames, não laboratoriais, a serem realizados após a estabilização hemodinâmica, durante o atendimento de urgência de doente com enterorragia de grande volume, são:
Enterorragia volumosa estável → Proctológico, EDA, Colonoscopia para localizar e tratar.
Após estabilização hemodinâmica em enterorragia de grande volume, a sequência diagnóstica inicial inclui exame proctológico para descartar causas anorretais, seguido por endoscopia digestiva alta para excluir sangramento de trato superior e, finalmente, colonoscopia para investigar o cólon. Esta abordagem sistemática visa identificar a fonte do sangramento de forma eficiente.
A enterorragia de grande volume é uma emergência médica que exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida e sistemática. Caracteriza-se pela eliminação de sangue vivo pelo ânus, geralmente indicando sangramento do trato gastrointestinal inferior, mas podendo ter origem superior em casos de trânsito rápido. A estabilização hemodinâmica é a prioridade inicial, seguida pela localização da fonte do sangramento. O diagnóstico diferencial é amplo, incluindo diverticulose, angiodisplasias, colites, neoplasias, hemorroidas e fissuras. Após a estabilização, o exame proctológico é fundamental para descartar causas anorretais. A endoscopia digestiva alta (EDA) deve ser realizada para excluir sangramento do trato superior, que pode mimetizar enterorragia. A colonoscopia é o método de escolha para investigar o cólon e o reto, permitindo não apenas o diagnóstico, mas também a intervenção terapêutica em muitos casos. A sequência de exames deve ser lógica e eficiente. A EDA precede a colonoscopia para evitar a perda de tempo com preparo intestinal se a fonte for superior. Em casos de sangramento maciço e persistente, onde a endoscopia não é viável ou conclusiva, métodos como arteriografia com embolização ou cintilografia com hemácias marcadas podem ser empregados para localizar o sítio do sangramento. O manejo adequado é crucial para reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
Após a estabilização hemodinâmica, os primeiros exames não laboratoriais incluem exame proctológico, endoscopia digestiva alta (EDA) e colonoscopia. Essa sequência permite investigar desde causas anorretais até o trato gastrointestinal superior e inferior.
A EDA é crucial porque, apesar da enterorragia sugerir sangramento baixo, uma porcentagem significativa (10-15%) pode ter origem no trato gastrointestinal superior, como úlceras ou varizes, que se manifestam com sangramento intenso e rápido trânsito intestinal.
Arteriografia ou cintilografia são geralmente reservadas para casos de sangramento ativo persistente onde a EDA e a colonoscopia foram negativas ou inconclusivas, ou quando o sangramento é tão volumoso que impede a visualização endoscópica adequada.
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