UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
O médico de uma UPA atende a paciente de 78 anos, sexo masculino, com enterorragia maciça e instabilidade hemodinâmica. Após instituídas medidas de suporte e de estabilização hemodinâmica, o paciente foi submetido a endoscopia digestiva alta, sendo excluídas doenças do trato digestivo superior. Diante disso, o exame a ser indicado para definir o diagnóstico etiológico deverá ser
Enterorragia maciça com EDA normal e instabilidade → Colonoscopia é o próximo passo diagnóstico.
Em pacientes com enterorragia maciça e instabilidade hemodinâmica, após exclusão de sangramento do trato digestivo superior por EDA, a colonoscopia é o exame de escolha para identificar a causa no trato digestivo inferior, permitindo inclusive intervenção terapêutica.
A hemorragia digestiva baixa (HDB) é definida como sangramento distal ao ligamento de Treitz, sendo a enterorragia maciça uma apresentação grave que exige manejo rápido. É mais comum em idosos, com causas como diverticulose, angiodisplasias, colites e neoplasias. A instabilidade hemodinâmica é um sinal de gravidade que demanda pronta intervenção para estabilização do paciente. Após a estabilização inicial, a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é crucial para descartar sangramento do trato superior, que pode mimetizar HDB. Se a EDA for negativa, a colonoscopia se torna o principal método diagnóstico e terapêutico para investigar o trato digestivo inferior, permitindo identificar a fonte do sangramento e, muitas vezes, realizar hemostasia. Outros exames como angiotomografia ou angiografia mesentérica são reservados para casos de sangramento persistente e de alto volume, onde a colonoscopia não foi conclusiva ou possível. O prognóstico da enterorragia maciça depende da etiologia, da rapidez do diagnóstico e da eficácia do tratamento. A abordagem multidisciplinar, envolvendo gastroenterologistas, cirurgiões e radiologistas intervencionistas, é fundamental para otimizar os resultados. A identificação precoce da fonte do sangramento e a intervenção adequada são pilares para reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e transfusão sanguínea, se necessário. Em seguida, deve-se realizar uma Endoscopia Digestiva Alta (EDA) para excluir sangramento do trato superior.
A colonoscopia é o exame de escolha porque permite visualizar diretamente a mucosa do cólon e íleo terminal, identificar a fonte do sangramento e, em muitos casos, realizar intervenções terapêuticas como hemostasia endoscópica, sendo mais acessível e menos invasiva que outros métodos.
A angiografia mesentérica é indicada quando há sangramento ativo e maciço, com falha ou impossibilidade de colonoscopia, ou quando a taxa de sangramento é muito alta (geralmente >0,5-1 mL/min), permitindo localizar o vaso sangrante e realizar embolização.
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