HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Paciente de 85 anos é internado devido a enterorragia associada à instabilidade hemodinâmica. É atendido em sala de emergência, realizada expansão volêmica, transfusão de hemoderivados e realizado endoscopia digestiva alta que não evidenciou a fonte do sangramento. Mantém-se estável, mas ainda apresenta queda de níveis hematimétricos. O próximo passo na investigação das hemorragias digestivas é:
Enterorragia + EDA negativa + estabilidade pós-ressuscitação → Colonoscopia é o próximo passo diagnóstico.
Em pacientes com hemorragia digestiva baixa e instabilidade hemodinâmica, após estabilização e exclusão de sangramento alto por EDA, a colonoscopia é o exame de escolha para localizar a fonte do sangramento no cólon.
A hemorragia digestiva baixa (HDB) é uma condição comum, especialmente em idosos, e pode ser grave, exigindo rápida investigação e manejo. Caracteriza-se por sangramento distal ao ligamento de Treitz, manifestando-se como enterorragia ou melena. A estabilização hemodinâmica é a prioridade inicial, seguida pela exclusão de sangramento do trato gastrointestinal superior através de uma endoscopia digestiva alta (EDA). Uma vez que a EDA não revela a fonte do sangramento e o paciente está hemodinamicamente estável, a colonoscopia emerge como o exame de primeira linha para identificar a causa da HDB. Este procedimento permite a visualização direta da mucosa do cólon e, em muitos casos, a realização de intervenções terapêuticas. A falha em realizar a colonoscopia após a EDA negativa pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado. Outros métodos diagnósticos, como a cápsula endoscópica, a enteroscopia e a cintilografia com hemácias marcadas, são reservados para casos em que a colonoscopia é negativa ou quando há suspeita de sangramento no intestino delgado. A arteriografia é uma opção para sangramentos ativos e volumosos, permitindo a embolização, mas geralmente não é o primeiro passo diagnóstico após EDA negativa e estabilização.
Os passos iniciais incluem estabilização hemodinâmica, exclusão de sangramento digestivo alto com EDA, e então a investigação do trato digestivo baixo.
A colonoscopia é indicada como o próximo passo após a EDA negativa, especialmente se o paciente estiver estável, para identificar a fonte do sangramento no cólon.
Após uma colonoscopia negativa, exames como cápsula endoscópica, enteroscopia ou cintilografia com hemácias marcadas podem ser considerados para investigar o intestino delgado.
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