UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Homem de 48 anos chega ao pronto-socorro inconsciente, com hemorragia digestiva alta. Mantém pressão arterial normal e taquicardia (110 batimentos por minuto). Detectada presença de ascite e esplenomegalia. Além da reposição volêmica, as duas classes de medicamentos que devem ser utilizados nessa situação são:
HDA varicosa + ascite/esplenomegalia → Reposição volêmica + Vasoconstritor esplâncnico + Antibiótico.
A hemorragia digestiva alta varicosa é uma emergência grave em pacientes com cirrose e hipertensão portal, frequentemente manifestada por ascite e esplenomegalia. Além da reposição volêmica, o tratamento inicial inclui vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou octreotide) para reduzir o fluxo portal e antibióticos profiláticos (como ceftriaxona) para prevenir infecções bacterianas, que são comuns e aumentam a mortalidade.
A hemorragia digestiva alta (HDA) varicosa é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática. A mortalidade é elevada, e o manejo rápido e adequado é crucial. O paciente do caso, com ascite e esplenomegalia, apresenta sinais claros de doença hepática avançada e hipertensão portal, sugerindo fortemente que a HDA é de origem varicosa. O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica. No entanto, para controlar o sangramento e prevenir complicações, duas classes de medicamentos são essenciais. Os vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou octreotide) são administrados precocemente para reduzir o fluxo sanguíneo portal e a pressão nas varizes, diminuindo o sangramento. Além disso, a profilaxia antibiótica é mandatória. Pacientes cirróticos com HDA varicosa têm um risco significativamente aumentado de infecções bacterianas graves (como peritonite bacteriana espontânea, pneumonia e sepse), que podem precipitar falência hepática e aumentar a mortalidade. Antibióticos de amplo espectro, como a ceftriaxona, devem ser iniciados o mais rápido possível. A combinação dessas terapias, juntamente com a endoscopia terapêutica, melhora o prognóstico desses pacientes.
Vasoconstritores esplâncnicos, como terlipressina ou octreotide, reduzem o fluxo sanguíneo portal e a pressão nas varizes esofágicas, diminuindo o sangramento ativo e melhorando a taxa de controle da hemorragia.
Pacientes com cirrose e HDA varicosa têm alto risco de infecções bacterianas (peritonite bacteriana espontânea, pneumonia, infecção urinária), que aumentam a mortalidade. A profilaxia antibiótica precoce, geralmente com ceftriaxona, é crucial para prevenir essas complicações.
Sinais de hipertensão portal incluem ascite, esplenomegalia, circulação colateral abdominal (cabeça de medusa) e, no contexto de HDA, a presença de varizes esofágicas ou gástricas confirmadas por endoscopia.
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