UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Homem, 53 anos, portador de cirrose hepática alcoólica com diversas internações por descompensações da doença, foi admitido no pronto atendimento do Hospital Municipal de Paracatu devido hemorragia digestiva alta. Foi solicitado endoscopia digestiva, porém antes mesmo de sua realização é importante o início do tratamento do sangramento com drogas, que podem ser:
HDA varicosa em cirrótico: Iniciar Terlipressina, Octreotide ou Somatostatina antes da endoscopia.
Em pacientes com cirrose e suspeita de hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas, o tratamento farmacológico com vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, octreotide ou somatostatina) deve ser iniciado o mais rápido possível, mesmo antes da endoscopia, para controlar o sangramento e estabilizar o paciente.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por varizes esofágicas é uma complicação grave da cirrose hepática, associada a alta morbimortalidade. O manejo inicial rápido e eficaz é fundamental para a sobrevida do paciente. A suspeita deve ser alta em pacientes cirróticos com sangramento digestivo, e a abordagem deve ser agressiva e coordenada. O tratamento da HDA varicosa é multifacetado, envolvendo ressuscitação volêmica, proteção de via aérea, antibioticoprofilaxia e terapia farmacológica. As drogas vasoativas, como terlipressina, octreotide e somatostatina, são pilares do tratamento inicial e devem ser administradas o mais rapidamente possível, idealmente antes mesmo da realização da endoscopia digestiva alta. Esses agentes atuam promovendo vasoconstrição esplâncnica, o que reduz o fluxo sanguíneo portal e, consequentemente, a pressão nas varizes esofágicas, diminuindo o sangramento. A endoscopia digestiva alta, com ligadura elástica ou escleroterapia, é o tratamento definitivo, mas a terapia farmacológica precoce melhora o controle do sangramento e a sobrevida até a intervenção endoscópica.
As drogas de primeira linha são os vasoconstritores esplâncnicos, como terlipressina, octreotide e somatostatina, que reduzem o fluxo sanguíneo portal e, consequentemente, a pressão nas varizes esofágicas, diminuindo o sangramento.
O início precoce da terapia farmacológica ajuda a controlar o sangramento, estabilizar o paciente e melhorar as condições para a realização da endoscopia, aumentando a taxa de sucesso do tratamento endoscópico e a sobrevida.
A terlipressina é um análogo da vasopressina que causa vasoconstrição esplâncnica seletiva, reduzindo o fluxo sanguíneo portal e a pressão nas varizes esofágicas, diminuindo assim o sangramento e melhorando a perfusão sistêmica.
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