AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Dentre as principais causa de hemorragia digestiva alta, as varizes esofágicas e gástricas são comumente encontradas como fonte do sangramento em pacientes com hipertensão portal, em especial portadores de cirrose hepática. Sobre o tema, analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
Sangramento ativo por varizes esofágicas → EDA com ligadura + Terlipressina (vasoativo) EV.
No sangramento agudo por varizes esofágicas, a combinação de terapia endoscópica (ligadura elástica) e farmacológica (vasoativos como terlipressina ou octreotide) é a abordagem padrão ouro para controle do sangramento e prevenção de ressangramento.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, com alta morbimortalidade. O manejo agudo é uma emergência médica que exige estabilização hemodinâmica rápida, proteção da via aérea e intervenção para controlar o sangramento. O tratamento consiste na combinação de terapia farmacológica com agentes vasoativos como terlipressina ou octreotide, que reduzem o fluxo sanguíneo portal, e terapia endoscópica, sendo a ligadura elástica o método de escolha para varizes esofágicas. A endoscopia deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 12 horas. Além do tratamento agudo, a profilaxia primária (para prevenir o primeiro sangramento) e secundária (para prevenir ressangramento) são cruciais. A profilaxia primária pode ser feita com beta-bloqueadores ou ligadura, enquanto a secundária geralmente combina ambas as abordagens para maximizar a eficácia. O manejo de varizes gástricas difere, com o cianoacrilato sendo o tratamento endoscópico preferencial.
A conduta inicial inclui estabilização hemodinâmica, proteção de via aérea se necessário, e início de fármacos vasoativos (terlipressina ou octreotide) antes da endoscopia digestiva alta.
Para varizes esofágicas, a ligadura elástica é a primeira linha. Para varizes gástricas, especialmente as isoladas ou gastroesofágicas tipo 1, a injeção de cianoacrilato é preferida.
A profilaxia secundária combina beta-bloqueadores não seletivos com ligadura elástica endoscópica seriada, ou em casos selecionados, TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular).
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