FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Paciente, 45 anos, previamente diagnosticado com cirrose hepática, chega à emergência de um hospital terciário com queixa de hematêmese volumosa. Apresenta-se hipotenso, confuso e taquicárdico. Após medidas de estabilização hemodinâmica, o paciente mantém-se hipotenso. Assinale a alternativa que apresenta tratamento para o paciente:
HDA varicosa maciça + instabilidade refratária → IOT + Balão de Sengstaken-Blakemore.
O balão esofágico é uma medida de salvamento temporária para tamponar sangramentos varicosos incoercíveis até que o tratamento definitivo (TIPS ou cirurgia) seja possível.
A hemorragia por varizes esofagogástricas é uma complicação letal da cirrose. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica cautelosa (alvo de Hb 7-9 g/dL), antibioticoterapia profilática e drogas vasoativas. Em cenários de sangramento 'catastrófico', onde a visualização endoscópica é impossível e a hipotensão persiste, o tamponamento mecânico com balão é vital. O balão de Sengstaken-Blakemore ou o balão de Minnesota exercem pressão direta sobre as varizes. No entanto, seu uso é limitado a 24 horas devido ao risco de necrose esofágica, exigindo que uma solução definitiva, como o TIPS, seja planejada imediatamente.
É indicado em casos de hemorragia digestiva alta varicosa maciça com falha no controle endoscópico inicial ou quando o paciente está instável demais para o procedimento, servindo como ponte para o TIPS.
A intubação orotraqueal é mandatória para prevenir aspiração. O balão gástrico deve ser insuflado primeiro e sua posição confirmada por RX antes da tração e insuflação do balão esofágico.
O Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular (TIPS) é indicado como terapia de resgate em sangramentos varicosos refratários ao tratamento endoscópico e farmacológico (terlipressina/somatostatina).
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