UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Homem de 48 anos chega ao pronto-socorro inconsciente, com hemorragia digestiva alta. Mantém pressão arterial normal e taquicardia (110 batimentos por minuto). Detectada presença de ascite e esplenomegalia. Além da reposição volêmica, as duas classes de medicamentos que devem ser utilizados são:
HDA varicosa em cirrótico → Reposição volêmica + Vasoconstritor esplâncnico + Antibiótico.
Em pacientes com HDA por varizes esofágicas e cirrose, a estabilização hemodinâmica é crucial. O uso de vasoconstritores esplâncnicos (como terlipressina ou octreotide) reduz o fluxo portal, e a profilaxia antibiótica (geralmente ceftriaxona) previne infecções bacterianas, que são comuns e aumentam a mortalidade.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal em pacientes com cirrose hepática, associada a alta morbimortalidade. É uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo para estabilizar o paciente e controlar o sangramento. A compreensão da fisiopatologia da hipertensão portal é fundamental para o raciocínio clínico. O diagnóstico é clínico, com sinais de sangramento (hematêmese, melena) e estigmas de doença hepática crônica. A conduta inicial envolve a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, proteção de via aérea se necessário, e início precoce de terapia medicamentosa. Os vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, octreotide) são administrados para reduzir o fluxo sanguíneo portal e a pressão nas varizes, enquanto a profilaxia antibiótica sistêmica (geralmente com ceftriaxona) é essencial para prevenir infecções bacterianas, uma complicação comum e grave. Após a estabilização inicial, o tratamento definitivo envolve a endoscopia digestiva alta terapêutica, que pode realizar ligadura elástica ou escleroterapia das varizes. O prognóstico depende da gravidade da doença hepática subjacente, da extensão do sangramento e da resposta ao tratamento. A prevenção de novos episódios de sangramento é feita com betabloqueadores não seletivos e ligadura elástica profilática.
Pacientes com cirrose e HDA varicosa podem apresentar hematêmese, melena, instabilidade hemodinâmica e sinais de descompensação hepática, como ascite e encefalopatia. A presença de esplenomegalia também sugere hipertensão portal.
Vasoconstritores esplâncnicos, como terlipressina ou octreotide, reduzem o fluxo sanguíneo para o sistema porta, diminuindo a pressão nas varizes esofágicas e controlando o sangramento. Eles são uma ponte para o tratamento endoscópico.
A profilaxia antibiótica é crucial na HDA varicosa, pois pacientes cirróticos com sangramento têm alto risco de infecções bacterianas (peritonite bacteriana espontânea, pneumonia, ITU), que aumentam a mortalidade. Ceftriaxona é frequentemente utilizada.
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