Sangramento de Varizes Esofágicas: Manejo do Choque

HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020

Enunciado

Homem com 53 anos de idade, com diagnóstico de varizes de esôfago há 3 anos por hipertensão portal de etiologia esquistossomótica, deu entrada no pronto - socorro com história de vômitos com sangue em grande quantidade há 1 hora. Ao exame, PA = 70 x 40 mmHg, pulso fino de 120 bpm, pele fria, sudorese e confusão mental. A conduta recomendada é:

Alternativas

  1. A) Reposição volêmica vigorosa e passagem de balão esofagogástrico se mantiver instabilidade hemodinâmica.
  2. B) Endoscopia digestiva alta imediata com ligadura das varizes esofágicas.
  3. C) Reposição volêmica vigorosa seguida de laparotomia exploradora e realização da cirurgia de Crawford.
  4. D) Reposição volêmica vigorosa seguida de laparotomia exploradora e realização da cirurgia de Warren.
  5. E) Reposição volêmica, controle de Hb/Ht e endoscopia digestiva alta após 24 horas de estabilidade hemodinâmica.

Pérola Clínica

Sangramento varicoso com choque → Reposição volêmica vigorosa + balão esofagogástrico se instabilidade persistir.

Resumo-Chave

Em pacientes com sangramento varicoso e instabilidade hemodinâmica, a prioridade é a estabilização volêmica. O balão esofagogástrico é uma medida temporária de resgate para controle da hemorragia refratária, permitindo tempo para outras intervenções.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta varicosa é uma complicação grave da hipertensão portal, com alta morbimortalidade. É uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e manejo agressivo. A etiologia esquistossomótica é comum em algumas regiões endêmicas, reforçando a importância da anamnese completa. O diagnóstico é clínico, baseado na história de sangramento em paciente com doença hepática ou hipertensão portal conhecida, e confirmado por endoscopia. A instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e taquicardia, indica choque hipovolêmico e exige intervenção imediata para restaurar a perfusão tecidual. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e transfusão de hemoderivados. Vasoconstritores esplâncnicos (terlipressina, octreotide) e profilaxia antibiótica são indicados. A endoscopia terapêutica é o tratamento definitivo, mas em casos refratários ou de instabilidade persistente, o balão esofagogástrico pode ser usado como ponte para outras terapias, como TIPS ou cirurgia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de choque hipovolêmico em sangramento de varizes esofágicas?

Os sinais incluem hipotensão (PA < 90/60 mmHg), taquicardia (>100 bpm), pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência e oligúria.

Qual a conduta inicial para um paciente com sangramento varicoso e instabilidade hemodinâmica?

A conduta inicial é a reposição volêmica vigorosa com cristaloides e hemoderivados, visando estabilizar o paciente. O balão esofagogástrico é reservado para controle temporário de hemorragia refratária.

Quando a endoscopia digestiva alta deve ser realizada em casos de sangramento varicoso?

A endoscopia digestiva alta deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 12 horas após a estabilização hemodinâmica, para diagnóstico e tratamento definitivo (ligadura elástica ou escleroterapia).

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