IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Sobre a hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas, pode-se afirmar que:
HDA por varizes esofágicas → tratamento endoscópico (ligadura/escleroterapia) controla sangramento em até 90%.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma emergência grave em pacientes com cirrose. O tratamento endoscópico, seja por ligadura elástica ou escleroterapia, é a primeira linha de intervenção para controlar o sangramento agudo, apresentando altas taxas de sucesso. Outras opções como TIPS e balão de Sengstaken-Blakemore são reservadas para falha do tratamento inicial ou casos refratários.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma emergência médica com alta morbimortalidade. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, proteção de via aérea e início de terapia medicamentosa com vasoconstritores esplâncnicos (como octreotide ou terlipressina) e profilaxia antibiótica para prevenir infecções. A endoscopia digestiva alta é o pilar do tratamento definitivo para controlar o sangramento agudo. A ligadura elástica de varizes (LEV) é a técnica endoscópica de escolha, com taxas de sucesso no controle da hemorragia que chegam a 85-90% dos pacientes. A escleroterapia é uma alternativa, embora com mais efeitos adversos. O objetivo é cessar o sangramento e prevenir o ressangramento precoce, que é uma complicação comum e grave. Outras opções terapêuticas incluem o balão de Sengstaken-Blakemore, que é uma medida temporária de resgate para hemorragias refratárias ou maciças, e o shunt intra-hepático transjugular portossistêmico (TIPS), reservado para pacientes que falham ao tratamento endoscópico ou que apresentam ressangramento precoce. O TIPS é eficaz na prevenção do ressangramento, mas não está associado a taxas de ressangramento de 80% no primeiro mês; pelo contrário, reduz significativamente essa taxa, embora com risco de encefalopatia hepática. A vasopressina, embora um vasoconstritor, tem mais efeitos adversos e não é a primeira escolha atual.
A primeira linha de tratamento é a terapia medicamentosa com vasoconstritores esplâncnicos (ex: octreotide) associada à profilaxia antibiótica, seguida rapidamente pela terapia endoscópica, como a ligadura elástica ou escleroterapia.
O balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida de resgate temporária, utilizada em casos de hemorragia maciça e refratária que não responde à terapia medicamentosa e endoscópica, ou enquanto se aguarda a disponibilidade da endoscopia. Não deve ser usado na admissão como primeira linha.
O TIPS (shunt intra-hepático transjugular portossistêmico) é eficaz na prevenção do ressangramento, mas está associado a complicações como encefalopatia hepática e disfunção do shunt. As taxas de ressangramento são baixas, não de 80% no primeiro mês.
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