HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
A úlcera duodenal posterior pode gerar hemorragia gastrointestinal alta maciça (HDA). Qual artéria ou quais ramos arteriais são mais acometidos nestes casos?
Úlcera duodenal posterior → HDA maciça = Artéria Gastroduodenal.
A úlcera duodenal posterior é particularmente perigosa devido à sua proximidade anatômica com a artéria gastroduodenal. A erosão dessa artéria pode levar a uma hemorragia digestiva alta maciça e potencialmente fatal, exigindo intervenção urgente.
A úlcera péptica, especialmente a duodenal, é uma condição comum, mas suas complicações podem ser graves. A hemorragia digestiva alta (HDA) é a complicação mais frequente, e a localização da úlcera é crucial para determinar o risco e a gravidade do sangramento. Úlceras duodenais posteriores são particularmente notórias por seu potencial de causar HDA maciça. A fisiopatologia da HDA por úlcera duodenal posterior reside na erosão da parede do duodeno que atinge a artéria gastroduodenal, um ramo da artéria hepática comum. Esta artéria passa posteriormente ao bulbo duodenal, tornando-a vulnerável à ulceração profunda. O diagnóstico é feito clinicamente pela presença de hematêmese ou melena e confirmado por endoscopia digestiva alta. O tratamento de uma HDA maciça é uma emergência médica, exigindo estabilização hemodinâmica imediata, transfusão de hemoderivados e intervenção endoscópica para hemostasia. Em casos refratários ou de sangramento persistente, pode ser necessária embolização arterial ou cirurgia. A compreensão da anatomia vascular é fundamental para o manejo eficaz dessas emergências.
Os sinais incluem hematêmese (vômito com sangue vivo ou "borra de café"), melena (fezes escuras e pegajosas) e, em casos graves, sinais de choque hipovolêmico como taquicardia, hipotensão e palidez.
A parede posterior do duodeno está em íntima relação com a artéria gastroduodenal. A erosão da úlcera nessa localização pode atingir diretamente o vaso, causando sangramento arterial profuso e de difícil controle.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão sanguínea, proteção de via aérea se necessário, e endoscopia digestiva alta de urgência para diagnóstico e tratamento hemostático.
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