GIST Gástrico: Manejo de Hemorragia Digestiva Alta

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 64 anos, evoluindo com hemorragia digestiva alta. Foi submetido a endoscopia com biópsia, imagens abaixo. A biópsia evidenciou mucosa gástrica normal. Realizou tomografias que não evidenciaram outras alterações em tórax ou abdome. Menos de 48h após a endoscopia evoluiu com nova hemorragia digestiva alta com hematêmese, tentado nova endoscopia, mas não foi possível controlar o sangramento por via endoscópica. Qual melhor opção terapêutica para o caso?Qual o provável diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Gastrectomia em Cunha. GIST gástrico.
  2. B) gastrectomia total. Adenocarcinoma gástrico polipóide.
  3. C) Gastrorrafia. Lesão de Dieulafoy.
  4. D) Gastrectomia parcial com vagotomia troncular. Úlcera péptica.
  5. E) Gastrotomia e rafia de variz. Hipertensão portal segmentar.

Pérola Clínica

HDA refratária à endoscopia com biópsia superficial normal pode indicar lesão submucosa como GIST, exigindo ressecção cirúrgica.

Resumo-Chave

Hemorragia digestiva alta grave e recorrente, refratária ao tratamento endoscópico, mesmo com biópsia de mucosa superficial normal, deve levantar a suspeita de lesões submucosas como tumores estromais gastrointestinais (GIST) ou lesões de Dieulafoy. Nesses casos, a intervenção cirúrgica, como a gastrectomia em cunha, pode ser necessária para controle definitivo do sangramento.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência comum, mas casos refratários ao tratamento endoscópico representam um desafio significativo. Embora úlceras pépticas e varizes sejam as causas mais frequentes, é crucial considerar etiologias menos comuns, como os Tumores Estromais Gastrointestinais (GISTs), especialmente quando há sangramento recorrente e refratário. Os GISTs são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Podem apresentar-se com sangramento devido à ulceração da mucosa sobrejacente ou necrose tumoral. O diagnóstico pode ser difícil, pois a biópsia endoscópica superficial pode ser normal, e a tomografia pode não evidenciar lesões pequenas. A suspeita deve ser alta em casos de HDA inexplicada e refratária. Quando o sangramento por GIST é grave e não controlável endoscopicamente, a intervenção cirúrgica é a melhor opção terapêutica. A gastrectomia em cunha (ressecção em cunha) é o procedimento de escolha para GISTs gástricos ressecáveis, visando a remoção completa do tumor com margens livres. O manejo desses casos exige uma abordagem multidisciplinar e a consideração de diagnósticos menos óbvios diante de um quadro clínico desafiador.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas de um GIST gástrico sangrante?

GISTs gástricos podem sangrar devido à ulceração da mucosa sobrejacente ou necrose tumoral, manifestando-se como hemorragia digestiva alta (hematêmese, melena) ou anemia crônica, muitas vezes de forma intermitente e grave.

Por que a biópsia endoscópica superficial pode ser normal em um GIST?

GISTs são tumores submucosos que se originam das células intersticiais de Cajal. Biópsias superficiais da mucosa podem não atingir o tumor, resultando em um resultado 'normal' da mucosa, o que dificulta o diagnóstico endoscópico inicial.

Quando a cirurgia é indicada para hemorragia digestiva alta por GIST?

A cirurgia, geralmente gastrectomia em cunha, é indicada para GISTs sangrantes que não respondem ao tratamento endoscópico, para ressecção curativa de tumores ressecáveis ou para controle de sangramento intratável e recorrente.

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