Manejo da Hemorragia Digestiva Alta e Choque Refratário

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Joaquim, 72 anos, hipertenso e portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção de 32%, faz uso crônico de ácido acetilsalicílico e naproxeno para controle de osteoartrite grave. É admitido na emergência com quadro de hematêmese volumosa e melena, apresentando-se pálido, taquicárdico (125 bpm) e hipotenso (PA 80x50 mmHg). Após ressuscitação volêmica inicial com cristaloides e início de protocolo de transfusão maciça, a endoscopia digestiva alta revela uma úlcera de 3,0 cm de diâmetro localizada na parede posterior do bulbo duodenal, com sangramento ativo em "babação" (Forrest Ib). Foi realizada terapia combinada com injeção de adrenalina e eletrocoagulação bipolar, obtendo-se hemostasia aparente. No entanto, 8 horas após o procedimento, o paciente apresenta novo episódio de hematêmese maciça, evoluindo com choque refratário a nova expansão volêmica e necessidade de introdução de noradrenalina em doses crescentes para manutenção da perfusão. Diante da falha do tratamento endoscópico e da gravidade do quadro, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar imediatamente uma nova tentativa de hemostasia endoscópica com auxílio de clipes de grande abertura (OTSC) ou pó hemostático.
  2. B) Realizar gastrectomia subtotal com reconstrução a Billroth II e vagotomia troncular para controle definitivo da acidez gástrica.
  3. C) Proceder à laparotomia exploradora urgente com piloroduodenotomia e transfixação do vaso sangrante na base da úlcera.
  4. D) Indicar arteriografia de urgência com embolização seletiva da artéria gastroduodenal por via percutânea.

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