SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Qual é a indicação de cirurgia na hemorragia gastrointestinal alta não varicosa?
HGI alta não varicosa: indicação cirúrgica = instabilidade hemodinâmica refratária à reanimação vigorosa.
A cirurgia para HGI alta não varicosa é uma medida de resgate, indicada quando há falha das terapias menos invasivas, como a endoscopia, e o paciente permanece hemodinamicamente instável apesar de uma reanimação volêmica e transfusional adequada. É uma situação de risco de vida iminente.
A hemorragia digestiva alta (HDA) não varicosa é uma emergência médica comum, com úlceras pépticas sendo a principal causa. O manejo inicial visa estabilizar o paciente hemodinamicamente, seguido por endoscopia digestiva alta para identificar a fonte do sangramento e realizar hemostasia. A maioria dos casos é resolvida com tratamento endoscópico. A fisiopatologia envolve a erosão de vasos sanguíneos na mucosa gastrointestinal, levando a sangramento. O diagnóstico é confirmado pela endoscopia, que também permite a aplicação de métodos terapêuticos como injeção de epinefrina, clipagem, coagulação térmica ou uso de agentes esclerosantes. A estratificação de risco (escalas como Rockall ou Forrest) é crucial para guiar a conduta. A indicação cirúrgica na HDA não varicosa é reservada para situações de falha terapêutica endoscópica persistente ou sangramento maciço que leva à instabilidade hemodinâmica refratária à reanimação. Outras indicações relativas incluem a necessidade de transfusões maciças (>6-8 unidades de concentrado de hemácias) ou ressangramento precoce após tratamento endoscópico bem-sucedido. A cirurgia é um procedimento de alto risco e deve ser considerada como última opção.
As causas mais comuns incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), esofagite, gastrite erosiva, lesões de Mallory-Weiss e angiodisplasias. A úlcera péptica é a etiologia mais frequente.
A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, se necessário, transfusão sanguínea. Em seguida, realiza-se endoscopia digestiva alta para diagnóstico e tratamento hemostático.
A falha da terapia endoscópica por si só não é uma indicação absoluta. Geralmente, tenta-se uma segunda abordagem endoscópica. A cirurgia é considerada quando há falha persistente em controlar o sangramento e o paciente mantém instabilidade hemodinâmica apesar de todas as medidas conservadoras e endoscópicas.
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