FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente com história conhecida de hipertensão portal esquistossomótica e varizes de esôfago de grande calibre, apresenta-se com novo episódio de hemorragia digestiva alta (HDA) e repercussão hemodinâmica grave, mas com estabilização clínica rápida e adequada. Em relação às principais causas de hemorragias digestivas altas, assinale a alternativa CORRETA.
HDA não varicosa: 80% cessam espontaneamente, mesmo sem tratamento específico inicial.
A maioria dos sangramentos digestivos altos de origem não varicosa, como úlceras pépticas, tende a cessar espontaneamente. Isso não significa que o tratamento não seja necessário, mas ressalta a importância da estabilização hemodinâmica e da investigação diagnóstica oportuna.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, sendo classificada em varicosa e não varicosa. A HDA varicosa, geralmente associada à hipertensão portal (como na esquistossomose ou cirrose), é mais grave e tem maior risco de ressangramento. A HDA não varicosa, por sua vez, é mais frequente e tem como principal causa a úlcera péptica. O manejo inicial de qualquer HDA com repercussão hemodinâmica envolve a estabilização do paciente, com acesso venoso calibroso, reposição volêmica e, se necessário, transfusão de hemoderivados. A endoscopia digestiva alta é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, devendo ser realizada após a estabilização. É crucial lembrar que, embora a HDA não varicosa seja comum, cerca de 80% dos sangramentos cessam espontaneamente, o que não diminui a necessidade de investigação e tratamento para prevenir ressangramentos. Para residentes, é fundamental dominar a abordagem inicial da HDA, a diferenciação entre as causas e as indicações para cada tipo de intervenção. A compreensão da fisiopatologia da hipertensão portal e o manejo das suas complicações, como as varizes esofágicas, são pontos-chave para a prática clínica e para as provas de residência.
As principais causas incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), esofagite, gastrite erosiva, síndrome de Mallory-Weiss e lesões vasculares como a lesão de Dieulafoy.
A conduta inicial foca na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva, uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) e, se necessário, transfusão sanguínea, antes da endoscopia digestiva alta.
A diferenciação é feita principalmente pela endoscopia digestiva alta, que identifica a fonte do sangramento. A história clínica de hepatopatia ou hipertensão portal sugere etiologia varicosa.
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