HDA por Úlcera Péptica: Conduta em Sangramento Ativo

UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente masculino, 60 anos, sem comorbidades, apresentando hematêmese, estável hemodinamicamente. A endoscopia digestiva alta evidencia úlcera péptica com sangramento ativo. Qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Terapia hemostática endoscópica, bloqueador H2 intravenoso, dieta oral leve
  2. B) Inibidor de bomba de prótons + bloqueador H2 intravenoso, dieta zero
  3. C) Terapia hemostática endoscópica, inibidor de bomba de prótons dose plena, dieta líquida
  4. D) Reposição de cristaloide, inibidor de bomba de prótons intravenoso, dieta líquida
  5. E) Reposição de cristaloide, terapia hemostática endoscópica, dieta zero

Pérola Clínica

HDA por úlcera péptica com sangramento ativo + estável → Terapia endoscópica + IBP dose plena + dieta líquida.

Resumo-Chave

Em pacientes com hemorragia digestiva alta por úlcera péptica e sangramento ativo, mesmo estáveis hemodinamicamente, a conduta padrão ouro inclui terapia hemostática endoscópica para cessar o sangramento, seguida de inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose plena (intravenoso) para estabilizar o coágulo e promover a cicatrização. A dieta líquida é iniciada após o procedimento, se não houver contraindicações.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, sendo a úlcera péptica a causa mais frequente. A apresentação clínica varia de hematêmese a melena, e a estabilidade hemodinâmica do paciente é o primeiro e mais importante fator a ser avaliado. Mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, a presença de sangramento ativo na endoscopia digestiva alta (EDA) exige intervenção imediata. A conduta para HDA por úlcera péptica com sangramento ativo envolve três pilares principais. Primeiramente, a terapia hemostática endoscópica é o tratamento de escolha para controlar o sangramento. Diversas técnicas podem ser empregadas, como injeção de epinefrina, clipagem, coagulação térmica ou aplicação de fibrina. O objetivo é cessar o sangramento e reduzir o risco de ressangramento. Em segundo lugar, a administração de inibidores de bomba de prótons (IBP) em dose plena, preferencialmente por via intravenosa, é fundamental. Os IBP elevam o pH gástrico, inativando a pepsina e promovendo a estabilização do coágulo, o que é crucial para a cicatrização da úlcera e prevenção de novos episódios hemorrágicos. Por fim, a dieta deve ser introduzida progressivamente, começando com líquidos claros após a estabilização do sangramento e da condição clínica do paciente, avançando conforme a tolerância. O residente deve estar apto a manejar essa condição de forma rápida e eficaz.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da terapia hemostática endoscópica na HDA por úlcera péptica?

A terapia hemostática endoscópica é crucial para cessar o sangramento ativo da úlcera, seja por injeção de substâncias esclerosantes, clipagem, coagulação térmica ou outras técnicas, reduzindo o risco de ressangramento e a necessidade de cirurgia.

Por que o inibidor de bomba de prótons (IBP) é utilizado em dose plena na HDA?

O IBP em dose plena (geralmente intravenoso) eleva o pH gástrico, inibindo a atividade da pepsina e promovendo a estabilização do coágulo sanguíneo na úlcera, o que é fundamental para prevenir o ressangramento e facilitar a cicatrização.

Quando a dieta oral pode ser iniciada após uma HDA por úlcera péptica?

Após a estabilização do sangramento e do paciente, a dieta líquida clara pode ser iniciada precocemente, geralmente 6-12 horas após a endoscopia terapêutica, progredindo conforme tolerância.

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