SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 72 anos de idade, com histórico de dispepsia e perda de peso não intencional, apresentou dor epigástrica associada a náuseas. A endoscopia revelou úlcera gástrica com sinais de sangramento ativo. Nesse caso, a conduta inicial adequada é:
HDA por úlcera → Estabilização + IBP em dose alta + Endoscopia terapêutica precoce.
O tratamento da úlcera gástrica com sangramento ativo exige intervenção endoscópica imediata (hemostasia) associada à supressão ácida potente para prevenir o ressangramento.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é uma emergência médica comum. A úlcera péptica continua sendo a causa principal. O manejo inicial deve sempre focar no 'ABC': garantir via aérea se necessário, acesso venoso calibroso e reposição volêmica. A Classificação de Forrest é essencial para estratificar o risco de ressangramento e guiar a conduta: Forrest I (sangramento ativo) e IIa (vaso visível) necessitam obrigatoriamente de terapia endoscópica. Após o controle do sangramento, a investigação da etiologia (H. pylori, uso de AINEs) é fundamental para prevenir recorrências a longo prazo.
Os Inibidores de Bomba de Prótons (IBPs) desempenham um papel crucial na estabilização do coágulo. O ambiente ácido do estômago inibe a agregação plaquetária e promove a fibrinólise. Ao elevar o pH intragástrico para acima de 6.0, os IBPs permitem a formação e manutenção de um coágulo estável sobre a úlcera. Em casos de sangramento ativo ou vaso visível (Forrest Ia, Ib, IIa), recomenda-se o uso de IBP em dose alta (bolus seguido de infusão contínua ou doses intermitentes frequentes) para reduzir as taxas de ressangramento e a necessidade de cirurgia.
Existem três categorias principais de terapia endoscópica: 1) Injeção (ex: adrenalina diluída, que promove tamponamento e vasoconstrição); 2) Térmica (ex: eletrocoagulação bipolar ou plasma de argônio); 3) Mecânica (ex: hemoclipes). As diretrizes atuais recomendam a terapia combinada (ex: injeção de adrenalina + um método térmico ou mecânico) para úlceras de alto risco, pois é superior à monoterapia com adrenalina na prevenção de recidiva hemorrágica.
A cirurgia de urgência é reservada para casos de falha terapêutica endoscópica (geralmente após duas tentativas frustradas de hemostasia), instabilidade hemodinâmica persistente apesar de ressuscitação vigorosa e múltiplas transfusões, ou sangramento maciço que impede a visualização endoscópica. As técnicas cirúrgicas variam desde a sutura simples do vaso sangrante (ulcerorrafia) até gastrectomias parciais, dependendo da localização e natureza da úlcera.
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