FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
A hemorragia digestiva alta é um problema que vem aumentando por uma série de fatores, como excesso no consumo de bebidas alcoólicas, hábitos alimentares ruins, presença de tumores, e outros. Sobre a hemorragia digestiva alta, é INCORRETO afirmar:
Idade avançada e comorbidades ↑ risco de HDA grave/recorrente; dispepsia funcional NÃO é fator preditivo de gravidade.
A idade avançada (>60 anos) e a presença de comorbidades significativas são fatores de risco bem estabelecidos para hemorragia digestiva alta (HDA) mais grave e com maior chance de recorrência. Por outro lado, idade abaixo de 40 anos e dispepsia funcional não são considerados preditores de gravidade ou recorrência de HDA, tornando a afirmação da alternativa A incorreta.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma condição clínica comum e potencialmente grave, caracterizada por sangramento do trato gastrointestinal superior (acima do ligamento de Treitz). Suas causas são variadas, incluindo úlceras pépticas (gástricas e duodenais), varizes esofágicas, esofagite, gastrite erosiva e lesões de Mallory-Weiss. Fatores como o consumo excessivo de álcool, uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e infecção por Helicobacter pylori contribuem significativamente para sua incidência. O prognóstico da HDA é influenciado por diversos fatores, sendo a idade avançada (>60 anos) e a presença de comorbidades significativas (doença cardiovascular, renal, hepática, câncer) importantes preditores de maior gravidade, risco de ressangramento e mortalidade. A dispepsia funcional, por outro lado, não é um fator preditivo de HDA recorrente ou mais grave. A úlcera duodenal, em particular, pode causar sangramento maciço devido à erosão de grandes vasos, como a artéria gastroduodenal, que se localiza posteriormente ao bulbo duodenal. O tratamento da HDA envolve medidas de suporte hemodinâmico, identificação e tratamento da causa subjacente. A endoscopia digestiva alta é essencial para diagnóstico e terapia. Farmacologicamente, os inibidores da bomba de prótons (IBP) são a base do tratamento, pois reduzem a secreção ácida e promovem a estabilização do coágulo. Antiácidos e sucralfato têm um papel limitado na fase aguda da HDA, e sua adesão à parede gástrica pode até dificultar a visualização endoscópica. A principal causa da HDA é o desequilíbrio entre fatores agressores e protetores da mucosa gastroduodenal, levando a lesões e sangramentos.
Os principais fatores de risco para HDA incluem uso de AINEs e AAS, infecção por H. pylori, etilismo, tabagismo, estresse fisiológico (em pacientes críticos), comorbidades graves, e idade avançada. A presença de varizes esofágicas também é uma causa importante.
Os inibidores da secreção cloridropéptica, como os inibidores da bomba de prótons (IBP), são fundamentais no tratamento da HDA. Eles reduzem a acidez gástrica, promovendo a estabilização do coágulo e a cicatrização da lesão, sendo administrados por via intravenosa na fase aguda e oral na manutenção.
A úlcera duodenal, especialmente as localizadas na parede posterior do bulbo duodenal, pode causar sangramento grave devido à sua proximidade com a artéria gastroduodenal. A erosão dessa artéria pela úlcera pode resultar em hemorragia maciça e potencialmente fatal.
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