FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Paciente, sexo masculino, 56 anos, trabalhador da zona rural, chega à emergência do Hospital Universitário em Recife, com quadro de hematêmese em moderada quantidade, de início há 01 hora. Aponta fezes de aspecto “mais enegrecido” (SIC), há 04 dias. Nega demais queixas no momento e episódios prévios semelhantes. Paciente relata ser portador de artrite reumatoide. Endoscopia digestiva alta - Esôfago: forma, calibre, mucosa e distensibilidade normais. Padrão vascular revela um cordão varicoso de médio calibre e dois cordões varicosos de pequeno calibre, azulados, ausência de úlceras, lesões e de manchas vermelhas em terço distal. A transição esofagogástrica encontra-se coincidente com o pinçamento diafragmático. Estômago: Úlcera gástrica na localização de corpo gástrico, com sangramento ativo em jato. Sobre o caso, há as seguintes afirmativas:I. Trata-se de um caso de hemorragia digestiva alta.II. Os achados de hematêmese e melena sugerem uma fonte proximal ao ângulo de Treitz.III. Doença ulcerosa péptica pode ser descartada como hipótese diagnóstica, neste caso.Dessa forma, é CORRETO afirmar:
Hematêmese + melena → HDA proximal ao ângulo de Treitz; úlcera gástrica sangrante é causa comum.
Hematêmese e melena são manifestações clássicas de hemorragia digestiva alta (HDA), indicando sangramento proximal ao ângulo de Treitz. A endoscopia confirmou úlcera gástrica sangrante, uma causa frequente de HDA, e não descarta doença ulcerosa péptica.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica caracterizada por sangramento do trato gastrointestinal superior, ou seja, proximal ao ângulo de Treitz. As manifestações clínicas clássicas incluem hematêmese (vômito com sangue fresco ou "borra de café") e melena (fezes escuras, pastosas e fétidas, devido à digestão do sangue). A fisiopatologia da HDA pode envolver diversas causas, sendo as mais comuns a doença ulcerosa péptica (úlceras gástricas ou duodenais), varizes esofágicas (geralmente em pacientes com hipertensão portal) e lesões de Mallory-Weiss. A endoscopia digestiva alta é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, permitindo a visualização direta da lesão e a intervenção para controle do sangramento. Neste caso, a presença de hematêmese e melena confirma a HDA. A endoscopia revelou uma úlcera gástrica com sangramento ativo em jato, confirmando a doença ulcerosa péptica como a causa. Embora varizes esofágicas de pequeno e médio calibre tenham sido notadas, elas não eram a fonte do sangramento ativo. A artrite reumatoide do paciente sugere o uso de AINEs, um fator de risco importante para úlceras.
Os principais sinais e sintomas de HDA incluem hematêmese (vômito com sangue), melena (fezes escuras e pastosas), e em casos graves, hipotensão, taquicardia e choque.
A endoscopia digestiva alta permite identificar a fonte do sangramento, como úlceras ou varizes, e realizar intervenções terapêuticas como escleroterapia, ligadura elástica ou injeção de substâncias.
Pacientes com artrite reumatoide frequentemente utilizam anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que são um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de úlceras gástricas e sangramento.
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