HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é um sangramento do trato gastrintestinal proximal ao ângulo de Treitz. Sobre os aspectos clínicos e etiológicos dessa condição, é CORRETO afirmar:
HDA varicosa → Hipertensão portal + doença hepática crônica (cirrose).
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é uma emergência comum, e sua etiologia pode ser dividida em varicosa e não varicosa. A forma varicosa é classicamente associada à ruptura de varizes esofágicas ou gástricas, que são uma complicação direta da hipertensão portal, geralmente secundária à cirrose hepática e doença hepática crônica.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é definida como um sangramento do trato gastrointestinal que ocorre proximalmente ao ângulo de Treitz, uma linha anatômica que marca a transição entre o duodeno e o jejuno. É uma emergência médica comum, com uma incidência anual que pode variar, mas é geralmente mais frequente que a hemorragia digestiva baixa. As principais manifestações clínicas incluem hematêmese (vômito com sangue), melena (fezes escuras e fétidas) e, em casos de sangramento maciço, hematoquezia (sangue vivo nas fezes). A etiologia da HDA é classicamente dividida em varicosa e não varicosa. As causas não varicosas são as mais comuns, respondendo por cerca de 80% dos casos, e incluem principalmente úlceras pépticas (gástricas e duodenais), gastrites e esofagites erosivas, e a síndrome de Mallory-Weiss. O uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e ácido acetilsalicílico (AAS) é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de úlceras pépticas e lesões da mucosa gástrica. A dor abdominal pode ou não preceder o sangramento por úlcera medicamentosa. A HDA varicosa, por sua vez, é responsável por cerca de 10-20% dos casos, mas está associada a maior morbimortalidade. É causada pela ruptura de varizes esofágicas ou gástricas, que se desenvolvem como consequência da hipertensão portal, geralmente secundária à cirrose hepática e outras doenças hepáticas crônicas. Pacientes com HDA varicosa frequentemente apresentam sinais de doença hepática avançada, como ascite, icterícia, encefalopatia e esplenomegalia. O manejo inicial da HDA envolve estabilização hemodinâmica, identificação da causa por endoscopia digestiva alta e tratamento específico.
As principais causas não varicosas incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), esofagite, gastrite erosiva, síndrome de Mallory-Weiss e lesões de Dieulafoy.
O uso de AINEs e AAS é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de úlceras pépticas e gastrites erosivas, que são as causas mais comuns de HDA não varicosa, devido à inibição da ciclooxigenase e redução da proteção da mucosa gástrica.
A HDA varicosa geralmente se manifesta com hematêmese volumosa e melena, em pacientes com história de doença hepática crônica (cirrose), ascite, icterícia, encefalopatia hepática e esplenomegalia.
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