UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2022
Mulher, 30 anos, admitida na emergência de uma unidade hospitalar com quadro de hemorragia digestiva alta (HDA) de provável etiologia ulcerosa. Foi submetida à administração de um bloqueador de bomba de prótons via endovenosa. Qual é o benefício mais bem estabelecido da utilização de um bloqueador de bomba de prótons nas unidades hospitalares frente ao diagnóstico de HDA?
IBP IV em HDA ulcerosa → Reduz significativamente a recidiva hemorrágica.
Em casos de hemorragia digestiva alta de etiologia ulcerosa, a administração de bloqueadores de bomba de prótons (IBP) por via endovenosa é fundamental. O benefício mais bem estabelecido e clinicamente relevante é a redução significativa da taxa de ressangramento, ao manter o pH gástrico elevado, o que favorece a formação e estabilização do coágulo.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é uma emergência médica comum, com a úlcera péptica sendo a etiologia mais frequente. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica, seguida de endoscopia digestiva alta para diagnóstico e tratamento endoscópico. A terapia farmacológica adjuvante, especialmente com bloqueadores de bomba de prótons (IBP), desempenha um papel crucial na prevenção de complicações. Os IBP atuam inibindo a bomba de prótons nas células parietais gástricas, resultando em uma elevação sustentada do pH intragástrico. Em um ambiente de pH mais elevado (acima de 6), a pepsina é inativada e a agregação plaquetária é otimizada, o que favorece a formação e estabilização do coágulo na base da úlcera sangrante. Este efeito é fundamental para prevenir o ressangramento. Estudos demonstraram consistentemente que a administração de IBP endovenosos em altas doses, após o tratamento endoscópico de úlceras sangrantes de alto risco, reduz significativamente as taxas de recidiva hemorrágica e a necessidade de cirurgia. Embora os IBP sejam parte do esquema de erradicação do H. pylori, seu benefício agudo na HDA não está primariamente relacionado ao tratamento da infecção, mas sim à estabilização do coágulo. O impacto na mortalidade, no entanto, não é consistentemente demonstrado.
Os IBP elevam o pH gástrico, inibindo a bomba de prótons nas células parietais. Um pH gástrico mais alto inativa a pepsina e favorece a agregação plaquetária e a formação de um coágulo estável, prevenindo o ressangramento.
O IBP endovenoso deve ser iniciado o mais precocemente possível, idealmente antes ou logo após a endoscopia, especialmente em pacientes com alto risco de ressangramento.
Embora a redução da recidiva hemorrágica seja o benefício mais robusto, os IBP também podem reduzir a necessidade de intervenções endoscópicas adicionais e, indiretamente, o tempo de internação, embora sem impacto direto na mortalidade.
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