HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025
A hemorragia digestiva alta tem como importante causa a hipertensão porta associada a varizes de esôfago. Excluindo-se esses casos, qual a principal causa de hemorragia digestiva alta em pacientes não cirróticos?
HDA em não cirróticos, excluindo varizes → Principal causa é Doença Ulcerosa Péptica.
A Doença Ulcerosa Péptica (DUP), que inclui úlceras gástricas e duodenais, é a causa mais comum de hemorragia digestiva alta em pacientes sem cirrose e varizes esofágicas. Fatores como uso de AINEs e infecção por H. pylori são importantes na sua etiologia.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento proximal ao ligamento de Treitz. Embora a hipertensão portal com varizes esofágicas seja uma causa importante, especialmente em pacientes cirróticos, a etiologia mais prevalente em pacientes não cirróticos é a doença ulcerosa péptica (DUP). A DUP inclui úlceras gástricas e duodenais, cuja formação está frequentemente associada à infecção por Helicobacter pylori e ao uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A fisiopatologia da DUP envolve um desequilíbrio entre fatores protetores da mucosa gastroduodenal (muco, bicarbonato, fluxo sanguíneo) e fatores agressores (ácido clorídrico, pepsina, H. pylori, AINEs). O sangramento ocorre quando a úlcera erode um vaso sanguíneo. Os sintomas incluem hematêmese (vômito com sangue), melena (fezes escuras e pegajosas) e, em casos graves, sinais de choque hipovolêmico. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a úlcera, avaliar o risco de ressangramento (classificação de Forrest) e realizar terapia endoscópica para hemostasia (injeção de epinefrina, clipes, coagulação). O tratamento clínico inclui inibidores de bomba de prótons em alta dose e erradicação do H. pylori, se presente. O manejo inicial foca na estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, se necessário, transfusão de hemoderivados.
A principal causa de hemorragia digestiva alta em pacientes não cirróticos, excluindo as varizes esofágicas, é a doença ulcerosa péptica, que engloba úlceras gástricas e duodenais.
Os principais fatores de risco incluem infecção por Helicobacter pylori, uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), estresse fisiológico grave e tabagismo.
O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite identificar a fonte do sangramento e realizar hemostasia endoscópica. O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica, inibidores de bomba de prótons e, se necessário, intervenção endoscópica.
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