HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente portador de cirrose por hepatite B, com histórico de ascite e de encefalopatia hepática é admitido em serviço de emergência com quadro de hemorragia digestiva alta. A endoscopia revela presença de varizes com sinais de sangramento ativo, sendo realizado ligadura elástica. Qual das opções abaixo seria VERDADEIRA sobre o manejo desse paciente?
Sangramento varicoso em cirrótico → profilaxia ATB para PBE é essencial.
Pacientes cirróticos com hemorragia digestiva alta têm alto risco de infecções bacterianas, especialmente peritonite bacteriana espontânea (PBE). A profilaxia antibiótica precoce reduz a morbidade e mortalidade.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por varizes esofágicas é uma complicação grave da cirrose, com alta morbimortalidade. É uma emergência médica que exige manejo rápido e coordenado. A cirrose leva à hipertensão portal, que causa a formação de varizes, e o sangramento é frequentemente precipitado por fatores como infecções. O manejo inicial da HDA em cirróticos inclui estabilização hemodinâmica, proteção de via aérea se necessário, e medidas para controlar o sangramento, como drogas vasoativas (terlipressina, octreotide) e endoscopia terapêutica (ligadura elástica ou escleroterapia). No entanto, um aspecto crítico e muitas vezes negligenciado é a profilaxia de infecções bacterianas. Pacientes cirróticos com HDA têm um risco significativamente aumentado de desenvolver infecções bacterianas, sendo a peritonite bacteriana espontânea (PBE) a mais comum e grave. A profilaxia antibiótica, geralmente com cefalosporinas de terceira geração, deve ser iniciada precocemente e mantida por 5-7 dias. Essa medida comprovadamente reduz a incidência de infecções, ressangramento e melhora a sobrevida, sendo um pilar fundamental no manejo desses pacientes.
A principal complicação é a peritonite bacteriana espontânea (PBE), que ocorre devido à translocação bacteriana e imunodeficiência, sendo uma causa significativa de morbimortalidade.
A profilaxia antibiótica reduz a incidência de infecções bacterianas, melhora a sobrevida e diminui o risco de ressangramento e outras complicações graves em pacientes cirróticos com HDA.
Cefalosporinas de terceira geração (ex: Ceftriaxona) ou quinolonas (ex: Norfloxacino) são as opções mais utilizadas, dependendo da gravidade do paciente e do perfil de resistência bacteriana local.
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