Manejo da Úlcera Duodenal Forrest IIA: Conduta Endoscópica

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Seu Osvaldo, um paciente de 68 anos com histórico de doença renal crônica estágio 3b e osteoartrite grave, faz uso crônico de naproxeno 500 mg duas vezes ao dia. Ele é admitido na emergência com quadro de hematêmese volumosa e melena há 12 horas. À admissão, apresentava-se pálido (3+/4+), com frequência cardíaca de 118 bpm e pressão arterial de 92/55 mmHg. Após ressuscitação volêmica inicial com 2.000 mL de cristaloide, os sinais vitais estabilizaram em 112/70 mmHg e 94 bpm. Os exames laboratoriais revelaram hemoglobina de 7,8 g/dL, hematócrito de 24%, ureia de 92 mg/dL e creatinina de 2,2 mg/dL. Foi realizada uma endoscopia digestiva alta que identificou, na parede posterior do bulbo duodenal, uma úlcera de 2,5 cm de diâmetro com um vaso visível, não sangrante no momento (Classificação de Forrest IIA). Com base nesse cenário clínico e nos achados endoscópicos, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar terapia endoscópica combinada (injeção de adrenalina associada a método térmico ou mecânico), seguida de administração de inibidor de bomba de prótons (IBP) intravenoso em dose alta.
  2. B) Optar pela injeção endoscópica de adrenalina isolada como método de hemostasia, seguida de IBP intravenoso e alta hospitalar precoce (em 24 horas) para seguimento ambulatorial.
  3. C) Realizar apenas a coagulação térmica do vaso visível e iniciar IBP por via oral imediatamente, visando evitar a sobrecarga hídrica e a piora da função renal do paciente.
  4. D) Encaminhar o paciente imediatamente para angiografia com embolização arterial, devido ao alto risco de sangramento maciço pela localização da úlcera em parede posterior.

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