PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
A hemorragia é uma das complicações mais frequente da doença ulcerosa péptica com necessidade de intervenção cirúrgica na vigência de sangramento ativo não controlado. Das alternativas abaixo, assinale aquela MENOS INDICATIVA de tratamento cirúrgico:
HDA por úlcera → cirurgia indicada se falha endoscópica ou instabilidade persistente após 2L sangue.
A cirurgia na úlcera péptica sangrante é reservada para casos de falha do tratamento endoscópico, recidiva grave ou choque refratário à ressuscitação volêmica.
A incidência de cirurgia de urgência para doença ulcerosa péptica diminuiu drasticamente com o advento dos Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) e a melhoria das técnicas de endoscopia terapêutica. Atualmente, a endoscopia consegue controlar mais de 90% dos casos de sangramento ativo. Quando a cirurgia é necessária, o objetivo principal é a hemostasia, que pode ser feita através da rafia do vaso sangrante (ulcerorrafia) associada ou não a procedimentos para redução da acidez gástrica (como vagotomia e piloroplastia), dependendo das condições clínicas do paciente e do histórico da doença. A classificação de Forrest continua sendo a ferramenta prognóstica mais importante para guiar a necessidade de intervenção.
Tradicionalmente, a necessidade de transfusão superior a 2 litros de sangue (ou cerca de 6 unidades de concentrado de hemácias) em 24 horas para manter a estabilidade hemodinâmica é um critério clássico para indicação cirúrgica, sugerindo um sangramento arterial de alto débito que dificilmente será controlado apenas por medidas conservadoras ou endoscópicas.
A visualização de um vaso não sangrante na base da úlcera é classificada como Forrest IIa. Embora indique um alto risco de ressangramento (cerca de 40-50%), a conduta inicial é o tratamento endoscópico (terapia combinada com adrenalina e métodos térmicos ou mecânicos). A cirurgia só é indicada se houver falha nesse controle ou ressangramento maciço após a tentativa.
As principais indicações incluem: 1) Falha no controle endoscópico inicial; 2) Ressangramento após duas tentativas endoscópicas; 3) Choque hemorrágico refratário à ressuscitação; 4) Sangramento contínuo associado a um tipo sanguíneo raro ou falta de sangue no banco; 5) Úlceras gigantes em parede posterior do duodeno (risco de erosão da artéria gastroduodenal).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo