HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
A parede posterior duodenal é o local responsável pela maioria dos casos de hemorragia digestiva alta. Assinale a artéria responsável pelo sangramento:
Úlcera duodenal posterior → risco de erosão na artéria gastroduodenal, principal causa de HDA grave.
Úlceras pépticas na parede posterior do duodeno são particularmente perigosas devido à proximidade com a artéria gastroduodenal. A erosão dessa artéria é uma causa comum e grave de hemorragia digestiva alta, exigindo intervenção rápida para controle do sangramento.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com úlceras pépticas sendo a causa mais frequente. Dentre as úlceras, as duodenais, especialmente aquelas localizadas na parede posterior da primeira porção do duodeno, representam um risco particular de sangramento grave e potencialmente fatal. A compreensão da anatomia vascular dessa região é crucial para entender a gravidade e o manejo desses casos. A artéria gastroduodenal é um ramo da artéria hepática comum e cursa posteriormente à primeira porção do duodeno. Devido a essa relação anatômica íntima, uma úlcera péptica que se aprofunda na parede posterior do duodeno pode erodir diretamente essa artéria, resultando em uma hemorragia arterial maciça. Esse tipo de sangramento é caracteristicamente volumoso, de difícil controle e pode levar rapidamente à instabilidade hemodinâmica e choque. O manejo de uma HDA por úlcera duodenal sangrante envolve estabilização hemodinâmica agressiva, incluindo ressuscitação volêmica e transfusão sanguínea se indicada. A endoscopia digestiva alta é o pilar diagnóstico e terapêutico, permitindo a localização da úlcera e a aplicação de métodos hemostáticos como injeção de epinefrina, clipagem ou coagulação térmica. Em casos de falha endoscópica ou sangramento refratário, a angiografia com embolização ou a cirurgia (ligadura da artéria gastroduodenal) podem ser necessárias para controlar a hemorragia.
As principais causas incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), varizes esofágicas, esofagite, síndrome de Mallory-Weiss e gastrite erosiva.
A parede posterior da primeira porção do duodeno está em íntima relação anatômica com a artéria gastroduodenal. Uma úlcera que erode profundamente nessa região pode atingir diretamente essa artéria, causando sangramento maciço e de difícil controle.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica (acesso venoso, fluidos, transfusão se necessário), proteção de via aérea, inibidores da bomba de prótons (IBP) e endoscopia digestiva alta precoce para diagnóstico e tratamento.
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