UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Sobre a hemorragia digestiva alta, é INCORRETO afirmar:
HDA: Tratamento cirúrgico para instabilidade hemodinâmica, sangramento arterial (Forest IA) ou vaso visível (Forest IIA), ou recidiva pós-retratamento endoscópico.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica que exige avaliação e manejo rápidos. O tratamento cirúrgico é reservado para casos específicos, como pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente, sangramento arterial ativo (Forest IA) ou vaso visível (Forest IIA) que não respondem à endoscopia, ou recidiva hemorrágica significativa após retratamento endoscópico. Nem todos os pacientes com HDA necessitam de UTI.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento proximal ao ligamento de Treitz. As principais causas incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), varizes esofágicas, esofagite, gastrite e síndrome de Mallory-Weiss. A HDA pode ser fatal, e a avaliação inicial rápida da estabilidade hemodinâmica é crucial para o manejo adequado, incluindo reposição volêmica e transfusão sanguínea, se necessário. O diagnóstico da causa da HDA é feito primariamente pela endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a lesão, classificar o risco de ressangramento (usando a Escala de Forest para úlceras) e realizar terapia endoscópica (injeção de epinefrina, clipes, coagulação térmica). A estratificação de risco (ex: escores de Rockall, Glasgow-Blatchford) ajuda a determinar a necessidade de internação em UTI e o momento da endoscopia. O tratamento da HDA é multifacetado. A maioria dos casos é resolvida com tratamento endoscópico e terapia medicamentosa (inibidores de bomba de prótons). O tratamento cirúrgico é reservado para situações de falha do tratamento endoscópico (sangramento persistente ou recidivante após duas tentativas), instabilidade hemodinâmica refratária, ou sangramento maciço que impede a visualização endoscópica. É um erro comum assumir que todos os pacientes com HDA necessitam de UTI; a indicação de UTI é baseada na gravidade do sangramento, comorbidades e risco de ressangramento. Pacientes idosos com comorbidades e instabilidade hemodinâmica têm maior risco e podem ter indicação cirúrgica mais precoce em caso de falha terapêutica.
Sinais de gravidade incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), sangramento ativo (hematêmese volumosa, melena persistente), necessidade de múltiplas transfusões sanguíneas e presença de comorbidades graves.
A endoscopia digestiva alta é indicada precocemente (idealmente em 24 horas) em todos os pacientes com HDA, após estabilização hemodinâmica, para identificar a causa do sangramento, avaliar o risco de ressangramento (Escala de Forest) e realizar tratamento endoscópico.
O tratamento cirúrgico é indicado em casos de falha do tratamento endoscópico (sangramento persistente ou recidivante após duas tentativas endoscópicas), instabilidade hemodinâmica refratária, sangramento maciço que impede a visualização endoscópica ou em pacientes com úlcera péptica sangrante com alto risco de ressangramento e comorbidades graves.
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