UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Paciente de aproximadamente 50 anos é admitido na Emergência com quadro de hematêmese vultuosa. Em relação a abordagem desse paciente, a conduta inicial recomendada é:
Hematêmese vultuosa → Estabilização hemodinâmica (ABCDE) é a prioridade inicial.
Em casos de hematêmese vultuosa, que indica um sangramento gastrointestinal alto grave, a primeira e mais importante conduta é a estabilização cardiorrespiratória do paciente (ABCDE). Isso inclui garantir via aérea, suporte ventilatório e, crucialmente, restabelecimento da volemia com acessos venosos calibrosos e fluidos/hemoderivados.
A hematêmese vultuosa é um sinal de hemorragia digestiva alta grave, representando uma emergência médica com alto risco de mortalidade. É crucial que o médico residente compreenda a urgência e a sequência correta de atendimento para garantir a sobrevida do paciente. A etiologia mais comum inclui úlceras pépticas, varizes esofágicas e gastropatia hemorrágica. A fisiopatologia envolve a perda aguda e significativa de volume sanguíneo, levando rapidamente ao choque hipovolêmico. A suspeita clínica é óbvia com a queixa de vômito com sangue. O diagnóstico inicial é clínico, focado na avaliação do estado hemodinâmico. O tratamento inicial é focado na ressuscitação volêmica agressiva e estabilização hemodinâmica, com acesso venoso calibroso, infusão de cristaloides e, se necessário, hemoderivados. Somente após a estabilização, a investigação diagnóstica (endoscopia) e o tratamento específico da causa podem ser realizados com segurança.
A prioridade absoluta é a estabilização cardiorrespiratória e hemodinâmica do paciente, seguindo o protocolo ABCDE, antes de qualquer investigação diagnóstica ou tratamento etiológico.
As primeiras medidas incluem garantir via aérea pérvia, ofertar oxigênio, obter dois acessos venosos periféricos calibrosos, iniciar ressuscitação volêmica com cristaloides e considerar transfusão de hemoderivados.
A endoscopia digestiva alta deve ser realizada após a estabilização hemodinâmica do paciente, idealmente nas primeiras 12-24 horas, para identificar a causa do sangramento e realizar hemostasia.
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