UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Em relação à hemorragia digestiva alta, é correto afirmar:
HDA → prioridade é estabilização hemodinâmica; PA sistólica < 100 mmHg = alto risco.
Na Hemorragia Digestiva Alta (HDA), a avaliação e estabilização hemodinâmica são a primeira e mais crítica etapa. Sinais como hipotensão (PAS < 100 mmHg) e taquicardia (> 100 bpm) indicam perda sanguínea significativa e alto risco.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento proximal ao ligamento de Treitz. Suas principais causas incluem doença ulcerosa péptica, varizes esofágicas, esofagite, Síndrome de Mallory-Weiss e lesões vasculares. A HDA pode ser fatal se não for prontamente reconhecida e tratada, sendo a avaliação inicial do estado hemodinâmico o pilar fundamental da abordagem. A fisiopatologia da HDA envolve a perda de sangue para o lúmen gastrointestinal, podendo levar a hipovolemia e choque. O diagnóstico baseia-se na história clínica (hematêmese, melena), exame físico (sinais de hipovolemia) e exames laboratoriais. A endoscopia digestiva alta é o principal método diagnóstico e terapêutico, permitindo identificar a fonte do sangramento e realizar intervenções hemostáticas. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva e, se necessário, transfusão de hemácias. A meta de hemoglobina geralmente é de 7-8 g/dL, mas pode ser maior em pacientes com comorbidades cardiovasculares. O uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) e, em casos de varizes, terlipressina e antibióticos, são parte do manejo farmacológico.
A primeira e mais crucial etapa é a avaliação e estabilização do estado hemodinâmico do paciente, incluindo acesso venoso calibroso, reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, transfusão sanguínea.
Sinais de alto risco incluem pressão arterial sistólica inferior a 100 mmHg, frequência cardíaca superior a 100 batimentos/minuto, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado e alteração do nível de consciência.
O hematócrito pode não refletir a magnitude real da perda sanguínea nas primeiras horas devido à vasoconstrição e à falta de tempo para a hemodiluição compensatória, que só ocorre após a reposição volêmica ou mobilização de fluidos intersticiais.
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