UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
Em relação à doença ulcerosa péptica, é CORRETO afirmar:
HDA ulcerosa → até 50% assintomáticos pré-sangramento.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por úlcera péptica pode ser a primeira manifestação da doença em uma parcela significativa dos pacientes, que eram assintomáticos ou tinham sintomas atípicos. Isso ressalta a importância de considerar a úlcera péptica como causa de HDA, mesmo sem história prévia de dispepsia.
A doença ulcerosa péptica (DUP) é uma condição comum caracterizada por lesões na mucosa gástrica ou duodenal que se estendem além da muscular da mucosa. As principais causas são a infecção por Helicobacter pylori e o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Embora a dispepsia seja o sintoma clássico, a apresentação clínica pode variar amplamente, e muitos pacientes podem ser assintomáticos. Uma das complicações mais graves da DUP é a hemorragia digestiva alta (HDA), que pode se manifestar como hematêmese, melena ou enterorragia. É crucial reconhecer que uma parcela significativa dos pacientes (até 50%) com HDA de origem ulcerosa pode não ter apresentado sintomas prévios de dispepsia. Isso ocorre frequentemente em usuários crônicos de AINEs, que podem mascarar a dor, ou em idosos, que têm uma percepção de dor alterada. O diagnóstico da DUP é feito por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a úlcera, realizar biópsias para pesquisa de H. pylori e excluir malignidade, especialmente em úlceras gástricas. O tratamento envolve a erradicação do H. pylori (se presente), a suspensão de AINEs e o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A endoscopia de controle é recomendada para úlceras gástricas para confirmar a cicatrização e excluir malignidade, mas pode ser dispensada em úlceras duodenais com boa resposta clínica e erradicação do H. pylori confirmada.
As principais causas de hemorragia digestiva alta incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), varizes esofágicas, esofagite, síndrome de Mallory-Weiss e lesões de Dieulafoy.
Sim, é possível. Uma parcela significativa de pacientes com úlcera péptica, especialmente aqueles em uso crônico de AINEs, pode ser assintomática ou apresentar sintomas atípicos, manifestando a doença apenas através de complicações como a hemorragia.
O Helicobacter pylori é uma das principais causas de úlcera péptica, sendo responsável por cerca de 90% das úlceras duodenais e 70-80% das úlceras gástricas. Sua erradicação é fundamental para a cicatrização da úlcera e prevenção de recorrências e complicações.
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