HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Paciente admitido no Pronto-Socorro após episódio de hematêmese e melena, sem repercussão hemodinâmica. Informa uso prévio de anti-inflamatório não hormonal, por dor osteoarticular em membro inferior direito. Nega etilismo, tabagismo ou uso de substâncias ilícitas. Quais exames iniciais devem ser solicitados?
HDA por AINEs → Hemograma + EDA imediata para diagnóstico e tratamento.
Em pacientes com hemorragia digestiva alta e histórico de uso de AINEs, a prioridade é avaliar a repercussão hemodinâmica e solicitar exames que confirmem a extensão da perda sanguínea (hemograma) e identifiquem a causa e possibilitem o tratamento (endoscopia digestiva alta).
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento que ocorre proximal ao ligamento de Treitz. A úlcera péptica, frequentemente associada ao uso de anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) ou infecção por H. pylori, é a causa mais comum. A rápida identificação e manejo são cruciais para evitar complicações graves e mortalidade. O uso de AINEs compromete a barreira protetora da mucosa gastrointestinal, favorecendo a formação de úlceras. O diagnóstico clínico é feito pela presença de hematêmese e/ou melena. A avaliação inicial deve focar na estabilidade hemodinâmica do paciente. A suspeita de HDA exige uma investigação rápida para determinar a causa e a gravidade do sangramento. Os exames iniciais essenciais incluem hemograma completo para avaliar a extensão da perda sanguínea e a endoscopia digestiva alta (EDA), que é o método diagnóstico e terapêutico de escolha. A EDA deve ser realizada precocemente, idealmente nas primeiras 24 horas, após a estabilização hemodinâmica do paciente, para identificar a lesão e realizar hemostasia, se necessário.
Os principais sinais e sintomas de hemorragia digestiva alta incluem hematêmese (vômito com sangue), melena (fezes escuras e pastosas), e, em casos graves, sinais de choque hipovolêmico como taquicardia, hipotensão e palidez.
A endoscopia digestiva alta (EDA) é crucial na HDA, pois permite identificar a fonte do sangramento, avaliar o risco de ressangramento e realizar intervenções terapêuticas como injeção de substâncias esclerosantes, clipagem ou coagulação, além de ser diagnóstica.
Os anti-inflamatórios não hormonais (AINEs) aumentam o risco de HDA por inibirem a ciclooxigenase-1 (COX-1), reduzindo a produção de prostaglandinas que protegem a mucosa gástrica e duodenal, levando à formação de úlceras e erosões que podem sangrar.
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