SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Qual a causa mais comum de hemorragia digestiva alta e responsável por cerca de 50% das internações por sangramento gastrointestinal?
Úlcera péptica = Causa mais comum de HDA (50% dos casos).
A úlcera péptica, seja gástrica ou duodenal, é a etiologia mais frequente de hemorragia digestiva alta, respondendo por aproximadamente metade dos casos. Sua ocorrência está frequentemente associada ao uso de AINEs ou infecção por *H. pylori*.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento que ocorre proximal ao ligamento de Treitz. A úlcera péptica, seja gástrica ou duodenal, é a etiologia mais prevalente, respondendo por aproximadamente metade de todos os casos de HDA, tornando seu reconhecimento e manejo cruciais na prática clínica. A fisiopatologia da úlcera péptica envolve um desequilíbrio entre fatores protetores e agressores da mucosa gastroduodenal, sendo os principais o uso de AINEs e a infecção por *Helicobacter pylori*. O sangramento pode variar de discreto a maciço, manifestando-se como hematêmese, melena ou, mais raramente, hematoquezia em sangramentos volumosos. O manejo inicial da HDA foca na estabilização hemodinâmica do paciente, seguida pela realização de uma endoscopia digestiva alta para diagnóstico etiológico e tratamento endoscópico, se indicado. A terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) é fundamental para reduzir o risco de ressangramento e promover a cicatrização da úlcera.
A úlcera péptica, que inclui úlceras gástricas e duodenais, é a causa mais comum de hemorragia digestiva alta, sendo responsável por cerca de 50% dos casos de sangramento gastrointestinal superior.
Os principais fatores de risco incluem o uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), infecção por *Helicobacter pylori*, estresse fisiológico (úlceras de estresse), tabagismo e consumo de álcool.
O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite visualizar a úlcera e realizar hemostasia. O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica, inibidores de bomba de prótons (IBP) e, se necessário, intervenção endoscópica.
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