IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente com diagnóstico de úlcera duodenal complicada apresenta sangramento. Qual é o manejo inicial?
Úlcera duodenal sangrante → IBP + reposição volêmica = estabilização inicial.
O manejo inicial de uma úlcera duodenal sangrante foca na estabilização hemodinâmica do paciente através da reposição volêmica agressiva e na supressão ácida com IBP, que ajuda a estabilizar o coágulo e prevenir ressangramento.
O sangramento por úlcera duodenal é uma das causas mais comuns de hemorragia digestiva alta e representa uma emergência médica. O manejo inicial é crítico e visa estabilizar o paciente hemodinamicamente antes de qualquer investigação ou tratamento definitivo. A prioridade é a avaliação e suporte das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), com ênfase na reposição volêmica agressiva. A reposição de volume deve ser iniciada imediatamente com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato) através de dois acessos venosos calibrosos. Em casos de sangramento maciço, pode ser necessária a transfusão de hemoderivados. Concomitantemente, a administração de inibidores de bomba de prótons (IBP) por via endovenosa é fundamental. Os IBP elevam o pH gástrico, inativando a pepsina e promovendo a estabilização do coágulo, o que reduz significativamente o risco de ressangramento. Após a estabilização inicial, o próximo passo é a endoscopia digestiva alta, que permite identificar a fonte do sangramento, classificar a úlcera e realizar terapia endoscópica (injeção de epinefrina, clipagem, coagulação). A cirurgia é reservada para casos de falha da terapia endoscópica, sangramento refratário ou instabilidade hemodinâmica persistente. Antibioticoterapia não é o manejo inicial primário para sangramento, a menos que haja evidência de infecção associada, como perfuração.
Sinais incluem hematêmese, melena, hipotensão, taquicardia, palidez e sinais de choque, indicando perda volêmica significativa.
A reposição de volume é vital para combater o choque hipovolêmico causado pela perda de sangue, restaurando a perfusão tecidual e estabilizando o paciente antes de procedimentos diagnósticos ou terapêuticos.
Os IBP elevam o pH gástrico, inibindo a atividade da pepsina e promovendo a estabilização do coágulo, o que reduz o risco de ressangramento e melhora a cicatrização da úlcera.
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