IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Em relação à doença ulcerosa péptica sangrante, assinale a alternativa correta:
Hemorragia digestiva alta por úlcera péptica pode cursar com hematoquezia se o trânsito intestinal for rápido.
A hemorragia digestiva alta (HDA) por úlcera péptica geralmente se manifesta com melena, mas em casos de sangramento volumoso e trânsito intestinal acelerado, pode haver hematoquezia. Pacientes graves e sem dieta enteral têm maior risco de úlceras de estresse e sangramento.
A doença ulcerosa péptica sangrante é uma das principais causas de hemorragia digestiva alta (HDA), representando uma emergência médica comum. As úlceras gástricas e duodenais são responsáveis por cerca de 40-50% dos casos de HDA não varicosa. Fatores de risco incluem uso de AINEs, infecção por H. pylori, estresse fisiológico (em pacientes graves), tabagismo e consumo de álcool. A apresentação clínica varia de melena a hematêmese, e, em casos de sangramento volumoso e trânsito rápido, pode ocorrer hematoquezia. A fisiopatologia do sangramento ulceroso envolve a erosão de vasos sanguíneos na base da úlcera devido à ação do ácido gástrico e pepsina, exacerbada por fatores que comprometem a barreira mucosa. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização da úlcera, a identificação de estigmas de sangramento e a realização de terapia endoscópica para hemostasia. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica, seguida pela endoscopia. A terapia endoscópica pode incluir injeção de epinefrina, clipagem, coagulação térmica ou uso de spray hemostático. Após a hemostasia, os inibidores da bomba de prótons (IBP) são administrados em alta dose intravenosa para manter o pH gástrico elevado, promovendo a formação e estabilização do coágulo e reduzindo significativamente o risco de ressangramento. A erradicação do H. pylori e a suspensão de AINEs são essenciais para prevenir recorrências.
As úlceras pépticas (gástricas e duodenais) são a causa mais comum, seguidas por varizes esofágicas, esofagite, síndrome de Mallory-Weiss e lesões de Dieulafoy.
Embora a melena seja mais comum, em sangramentos volumosos e rápidos de úlceras pépticas, o sangue pode passar pelo trato gastrointestinal tão rapidamente que não há tempo para a digestão, resultando em fezes vermelhas ou marrons escuras (hematoquezia).
Os IBPs são cruciais no manejo da úlcera péptica sangrante, pois reduzem a acidez gástrica, promovendo a estabilização do coágulo e diminuindo as taxas de ressangramento. Eles são usados tanto na fase aguda quanto na manutenção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo