SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
Um paciente de 70 anos de idade é admitido na UPA com quadro de 3 episódios de hematêmese de vulto há 2 horas. Ele apresenta Pressão Arterial de 70 por 40 mmHg, pulso de 140 bpm e esta descorado com sudorese fria. Sobre este caso podemos afirmar:
Hematêmese de vulto + choque → HDA grave; estabilização hemodinâmica + EDA urgente (diagnóstica/terapêutica).
Paciente com hematêmese de vulto e sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, palidez, sudorese fria) apresenta uma hemorragia digestiva alta grave. A conduta imediata inclui estabilização hemodinâmica e endoscopia digestiva alta de urgência, que é diagnóstica e terapêutica.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento proximal ao ligamento de Treitz. Em pacientes idosos, como o do caso, e com hematêmese de vulto e sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, sudorese fria, descoramento), o quadro é de extrema gravidade e exige conduta imediata. As principais causas de HDA incluem úlceras pépticas, varizes esofagogástricas, esofagite, síndrome de Mallory-Weiss e lesões de Dieulafoy. A apresentação clínica de choque indica perda volêmica significativa e risco iminente de vida. A estabilização hemodinâmica é a primeira prioridade, com acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, transfusão de hemoderivados. Após a estabilização inicial, a endoscopia digestiva alta (EDA) de urgência é fundamental. Ela não só permite o diagnóstico etiológico do sangramento, mas também oferece a oportunidade de intervenção terapêutica para controlar a hemorragia, como injeção de substâncias esclerosantes, ligadura elástica de varizes ou aplicação de clipes. A demora na realização da EDA em pacientes instáveis pode levar a desfechos desfavoráveis. A doença diverticular dos cólons (alternativa A) é causa de HDA baixa, não alta. Varizes esofagogástricas (alternativa D) é um diagnóstico diferencial importante, mas a afirmação é que "não faz parte", o que está incorreto.
Sinais incluem hipotensão arterial, taquicardia, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, sudorese fria, palidez e alteração do nível de consciência.
A prioridade é a estabilização hemodinâmica, com acesso venoso calibroso, reposição volêmica agressiva (cristaloides, hemoderivados se necessário) e suporte ventilatório, se indicado.
A endoscopia digestiva alta é urgente pois permite identificar a causa do sangramento e, simultaneamente, realizar procedimentos terapêuticos para controlar a hemorragia, como escleroterapia, ligadura elástica ou aplicação de clipes.
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