CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, 58 anos, natural de Lábrea, dá entrada no pronto atendimento com quadro de hematêmese volumosa e sinais de choque hipovolêmico, sendo encaminhado imediatamente a sala de reanimação. Ao exame físico, o paciente se encontra emagrecido, com nível de consciência rebaixado, pálido, ictérico ++/4, taquicárdico, taquipneico e hipotenso, com edema de membros inferiores. Seu abdome é ascítico, com evidente circulação colateral periumbilical. A família não sabe referir sobre doenças de tratamento crônico ou acompanhamento médico. Você intuba o paciente e inicia reposição volêmica com ringer lactato como medidas iniciais. Sobre o caso acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Hematêmese volumosa + sinais de hepatopatia crônica → suspeitar de sangramento por varizes esofágicas.
Paciente com hematêmese volumosa e estigmas de hepatopatia crônica (icterícia, ascite, circulação colateral) deve ter sangramento por varizes esofágicas como principal hipótese. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica, proteção de via aérea e uso de drogas vasoativas (octreotide) antes da endoscopia.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica grave, e em pacientes com doença hepática crônica, a principal causa é o sangramento por varizes esofágicas, decorrente da hipertensão portal. O quadro clínico de hematêmese volumosa associado a sinais de hepatopatia avançada (icterícia, ascite, circulação colateral, emagrecimento) é altamente sugestivo dessa etiologia, exigindo intervenção imediata. O manejo inicial de um paciente com HDA varicosa em choque hipovolêmico é a estabilização hemodinâmica, que inclui reposição volêmica agressiva (cristaloides, hemoderivados), proteção da via aérea (intubação se rebaixamento do nível de consciência) e uso precoce de drogas vasoativas como o octreotide, que reduz o fluxo sanguíneo esplâncnico e a pressão portal. Antibióticos profiláticos também são indicados. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada o mais rápido possível para diagnóstico e tratamento (ligadura elástica ou escleroterapia). Em casos de falha do tratamento endoscópico, outras opções incluem o balão de Sengstaken-Blakemore como medida temporária de controle do sangramento ou o TIPS (Anastomose Porto-Sistêmica Intra-Hepática Transjugular) como tratamento definitivo, que tem maior chance de sucesso que a cirurgia convencional em pacientes instáveis. A esclerose de úlcera péptica, embora seja um tratamento endoscópico para HDA não varicosa, não é a melhor opção terapêutica para sangramento por varizes esofágicas.
Sinais incluem hematêmese volumosa, melena, e estigmas de doença hepática crônica como icterícia, ascite, circulação colateral, esplenomegalia e encefalopatia hepática.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica (fluidos, hemotransfusão), proteção de via aérea (intubação se necessário), uso precoce de drogas vasoativas (octreotide) e antibióticos profiláticos, seguido de endoscopia digestiva alta para tratamento.
O balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida temporária de resgate em sangramentos varicosos refratários à terapia farmacológica e endoscópica, para controle da hemorragia enquanto se prepara o paciente para um tratamento definitivo, como o TIPS.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo