UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
O sangramento do trato gastrointestinal alto refere-se àquele que se orienta proximalmente ao ligamento de Treitz, sendo responsável por 80% das hemorragias digestivas. Sobre este tema, assinale a alternativa INCORRETA:
Endoscopia precoce na HDA reduz transfusão E necessidade de cirurgia.
A endoscopia digestiva alta realizada precocemente (nas primeiras 24 horas) em pacientes com HDA não só reduz a necessidade de transfusão sanguínea, mas também diminui significativamente a taxa de ressangramento, a necessidade de intervenção cirúrgica e a mortalidade. Portanto, a alternativa B está incorreta.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é definida como sangramento proveniente de uma fonte proximal ao ligamento de Treitz, sendo uma emergência médica comum e responsável pela maioria dos casos de hemorragia gastrointestinal. A doença por úlcera péptica (gástrica ou duodenal) é a causa mais frequente, seguida por varizes esofágicas, esofagite, gastrite erosiva e síndrome de Mallory-Weiss. A gravidade da HDA depende da taxa de sangramento e da presença de comorbidades. O manejo inicial da HDA envolve estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e, se necessário, transfusão sanguínea. A endoscopia digestiva alta é o pilar diagnóstico e terapêutico, devendo ser realizada preferencialmente nas primeiras 24 horas após a estabilização. A realização precoce da endoscopia permite identificar a fonte do sangramento, estratificar o risco de ressangramento (ex: classificação de Forrest) e aplicar terapias hemostáticas endoscópicas, como injeção de adrenalina, clipagem ou coagulação. A intervenção endoscópica precoce tem demonstrado reduzir significativamente a necessidade de transfusão sanguínea, a taxa de ressangramento, a morbidade e a mortalidade, além de diminuir a necessidade de intervenção cirúrgica. Lesões como a de Dieulafoy, caracterizadas por uma artéria submucosa anômala, são causas menos comuns, mas importantes de HDA, frequentemente localizadas na curvatura menor do estômago. A remoção de coágulos em lesões Forrest IIb é essencial para avaliar a lesão subjacente e aplicar o tratamento adequado.
As causas mais comuns incluem úlceras pépticas (gástricas e duodenais), varizes esofágicas, esofagite, gastrite erosiva, síndrome de Mallory-Weiss e lesões vasculares como a lesão de Dieulafoy.
A classificação de Forrest descreve os achados endoscópicos de uma úlcera sangrante e é crucial para estratificar o risco de ressangramento e guiar a conduta terapêutica endoscópica, indicando a necessidade de hemostasia.
É uma malformação vascular rara, caracterizada por uma artéria submucosa de calibre anormalmente grande que se projeta através da mucosa, podendo causar sangramento maciço e recorrente, tipicamente localizada no estômago proximal.
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