PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2024
Paciente de 35 anos procura pronto atendimento referindo ter apresentado diversos episódios de vômito com sangue. Refere que está fazendo uso de anti-inflamatórios há 2 semanas e já possui histórico de dispepsia. Sobre o manejo da hemorragia digestiva alta, assinale a alternativa CORRETA.
HDA por úlcera péptica → Omeprazol IV bolus 80mg + 40mg 12/12h.
O tratamento inicial da HDA por úlcera péptica inclui a estabilização hemodinâmica e a supressão ácida com IBP. A dose de Omeprazol em bolus seguida de doses intermitentes tem eficácia comprovada e é recomendada pelas diretrizes.
A Hemorragia Digestiva Alta (HDA) é uma emergência médica comum, definida como sangramento proximal ao ligamento de Treitz. As principais causas incluem úlceras pépticas (associadas a H. pylori ou AINEs), varizes esofágicas e esofagite. A rápida identificação e manejo são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia da HDA por úlcera péptica envolve a erosão da mucosa gástrica ou duodenal, expondo vasos sanguíneos. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que também permite a terapia hemostática. A suspeita clínica surge com hematêmese, melena ou enterorragia em casos de sangramento volumoso. O tratamento inicial inclui estabilização hemodinâmica, correção de coagulopatias e uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) intravenosos. O Omeprazol 80mg em bolus, seguido de 40mg a cada 12 horas, é uma abordagem eficaz para a supressão ácida, reduzindo o risco de ressangramento e melhorando os desfechos.
A dose inicial recomendada de Omeprazol intravenoso para Hemorragia Digestiva Alta é de 80mg em bolus, seguida por doses de manutenção de 40mg a cada 12 horas.
Não, estudos demonstram que a administração intermitente de IBP (bolus seguido de doses a cada 12 horas) é tão eficaz quanto a infusão contínua na maioria dos casos de HDA, sendo a via intermitente mais prática.
A endoscopia digestiva alta deve ser realizada precocemente, idealmente dentro de 24 horas após a estabilização hemodinâmica do paciente, para diagnóstico e tratamento da causa do sangramento.
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