HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente masculino, 65 anos de idade, com histórico de úlcera péptica, apresenta hematêmese e choque hipovolêmico. Após estabilização inicial, a endoscopia revela uma úlcera duodenal com um vaso visível sangrando ativamente. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a próxima etapa recomendada no manejo do paciente:
HDA por úlcera com vaso sangrando ativamente → Terapia endoscópica hemostática é a conduta inicial.
Em pacientes com hemorragia digestiva alta por úlcera péptica e sinais endoscópicos de sangramento ativo (vaso visível), a terapia endoscópica hemostática é a intervenção de escolha para controlar o sangramento e reduzir a necessidade de cirurgia. A estabilização hemodinâmica precede o procedimento.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, sendo a úlcera péptica a principal causa. A apresentação clínica varia de melena a hematêmese e choque hipovolêmico, dependendo da gravidade e velocidade do sangramento. É crucial reconhecer rapidamente os sinais de instabilidade hemodinâmica para iniciar a ressuscitação. A estratificação de risco, frequentemente baseada na classificação de Forrest na endoscopia, guia o tratamento. Um vaso visível sangrando ativamente (Forrest Ia ou Ib) indica alto risco de ressangramento e requer intervenção imediata. A endoscopia digestiva alta não é apenas diagnóstica, mas também terapêutica, permitindo a aplicação de métodos hemostáticos. O tratamento padrão ouro para úlceras com sangramento ativo ou de alto risco é a terapia endoscópica hemostática, que pode incluir injeção de epinefrina, clipes mecânicos, coagulação térmica ou escleroterapia. Após o controle do sangramento, a terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) em alta dose é fundamental para prevenir o ressangramento e promover a cicatrização da úlcera.
Os sinais incluem sangramento em jato, sangramento em babação, vaso visível não sangrante e coágulo aderido. O vaso visível sangrando ativamente é o de maior risco de ressangramento.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão, se necessário, além de inibidores de bomba de prótons (IBP) e endoscopia precoce para diagnóstico e tratamento.
A cirurgia é indicada em casos de falha da terapia endoscópica (sangramento persistente ou recorrente), instabilidade hemodinâmica refratária, ou quando a úlcera é muito grande ou profunda para tratamento endoscópico.
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