Hemorragia Digestiva Alta: Manejo Inicial e Estabilização

UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 65 anos, sexo feminino, é admitida na emergência de um hospital geral com quadro de hematêmese volumosa, sangramento originado de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas. O caso apresentado tem relação com hemorragia digestiva alta.Sobre essa doença, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Considera-se hemorragia digestiva alta, quando o sangramento tem origem distal ao ligamento de Treitz.
  2. B) A principal causa de hemorragia digestiva alta é neoplasia do trato digestivo superior.
  3. C) No manejo inicial de um paciente com hemorragia digestiva alta, jejum, monitorização hemodinâmica e reposição volêmica criteriosa são fundamentais, independentemente da etiologia do sangramento.
  4. D) No caso descrito, a paciente deve ser imediatamente transferida para o setor de endoscopia digestiva, visando à realização de uma endoscopia digestiva alta na primeira hora.
  5. E) Na suspeita de hemorragia digestiva alta de origem varicosa, a transfusão de concentrado de hemácias deve ser realizada se os níveis de hemoglobina estiverem abaixo de 10 g/dl, devido ao maior risco de instabilidade hemodinâmica nos cirróticos.

Pérola Clínica

HDA → Jejum, monitorização hemodinâmica e reposição volêmica são prioridades iniciais, independente da causa.

Resumo-Chave

O manejo inicial da HDA foca na estabilização hemodinâmica do paciente, que pode estar em choque hipovolêmico devido à perda sanguínea. Jejum, monitorização contínua e reposição volêmica agressiva são medidas universais e imediatas, cruciais antes mesmo da investigação etiológica específica, como a endoscopia.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum e potencialmente fatal, definida como sangramento originado proximalmente ao ligamento de Treitz. Manifesta-se tipicamente por hematêmese ou melena e exige uma abordagem rápida e organizada. A compreensão de sua fisiopatologia e manejo é crucial para residentes, pois a estabilização hemodinâmica é a prioridade máxima. As causas mais frequentes de HDA são a úlcera péptica e as varizes esofágicas, sendo a primeira responsável pela maioria dos casos. Outras etiologias incluem esofagite, gastrite erosiva e a síndrome de Mallory-Weiss. A avaliação inicial deve focar na gravidade do sangramento e no estado hemodinâmico do paciente, utilizando escores de risco como o Rockall ou Glasgow-Blatchford para estratificação. O manejo inicial envolve a garantia de vias aéreas, acesso venoso calibroso, reposição volêmica com cristaloides e, se necessário, hemoderivados. Inibidores da bomba de prótons (IBP) são frequentemente administrados. A endoscopia digestiva alta é o principal método diagnóstico e terapêutico, devendo ser realizada após a estabilização do paciente, idealmente em até 24 horas, ou mais precocemente em casos de alto risco.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos de hemorragia digestiva alta?

Os sinais clássicos incluem hematêmese (vômito com sangue fresco ou "borra de café"), melena (fezes escuras e fétidas) e, em casos graves, sinais de choque hipovolêmico como taquicardia, hipotensão e palidez.

Qual a importância do ligamento de Treitz na definição de HDA?

O ligamento de Treitz marca a transição entre o duodeno e o jejuno. Sangramentos proximais a este ligamento são considerados hemorragia digestiva alta, enquanto os distais são hemorragia digestiva baixa.

Quais são as principais causas de hemorragia digestiva alta?

As causas mais comuns incluem úlcera péptica (gástrica ou duodenal), varizes esofágicas (em pacientes com cirrose), esofagite, gastrite erosiva e síndrome de Mallory-Weiss. Neoplasias são menos frequentes como causa aguda de sangramento volumoso.

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