UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Sobre a abordagem inicial e a abordagem específica na doença ulcerosa péptica na emergência, assinale a alternativa correta.
Sangramento GI alto → Transfusão restritiva (Hb alvo ~7 g/dL) para evitar piora do sangramento.
Na hemorragia digestiva alta por doença ulcerosa péptica, a estratégia de transfusão sanguínea restritiva, com um alvo de hemoglobina de aproximadamente 7 g/dL, é geralmente preferida. Alvos mais altos de hemoglobina podem aumentar a pressão portal e o risco de ressangramento, exceto em pacientes com comorbidades específicas como doença coronariana grave.
A doença ulcerosa péptica é uma causa comum de hemorragia digestiva alta (HDA) na emergência, representando uma condição grave que pode levar a choque hipovolêmico e morte. A abordagem inicial envolve a estabilização hemodinâmica do paciente, com acesso venoso calibroso e reposição volêmica agressiva, se necessário, seguida de avaliação da necessidade de transfusão sanguínea. A fisiopatologia do sangramento por úlcera péptica envolve a erosão de vasos sanguíneos na base da úlcera. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que também permite a hemostasia. A decisão de transfundir e o alvo de hemoglobina são cruciais. Estudos recentes têm demonstrado que uma estratégia de transfusão restritiva, mantendo a hemoglobina em torno de 7 g/dL, é tão eficaz quanto, ou até superior, a uma estratégia liberal, com menor risco de complicações e ressangramento. Exceções a essa regra incluem pacientes com doença coronariana ativa ou isquemia miocárdica, onde um alvo de hemoglobina ligeiramente mais alto pode ser considerado para garantir a oxigenação tecidual adequada. A reposição volêmica deve ser cuidadosa para evitar sobrecarga e não deve ser excessivamente agressiva (> 3 litros nas primeiras 6 horas) sem indicação clara, pois isso pode diluir fatores de coagulação e aumentar a pressão hidrostática, piorando o sangramento.
O alvo de hemoglobina recomendado para a maioria dos pacientes com sangramento gastrointestinal alto é de aproximadamente 7 g/dL, seguindo uma estratégia de transfusão restritiva.
Alvos de hemoglobina mais altos podem aumentar a pressão portal e o risco de ressangramento, além de associar-se a maior morbidade em alguns estudos.
Em pacientes com comorbidades graves, como doença coronariana ativa ou isquemia miocárdica, um alvo de hemoglobina ligeiramente mais alto (8-9 g/dL) pode ser considerado, mas ainda com cautela.
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