Hematoquezia Volumosa: Diagnóstico e Manejo Inicial

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 18 anos, chega ao pronto-socorro com hematoquezia volumosa há 30 minutos. Sem comorbidades. Exame físico: PA: 70x40 mmHg; FC: 140 bpm; FR: 30 irpm. Realizados exames laboratoriais e reposição volêmica, com estabilização hemodinâmica. Em relação às condutas, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Omeprazol e endoscopia digestiva alta.
  2. B) Preparo intestinal e colonoscopia em duas horas.
  3. C) Antibioticoterapia e tomografia computadorizada de abdome.
  4. D) Jejum e ultrassonografia de abdome total.
  5. E) Angiografia seletiva do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior.

Pérola Clínica

Hematoquezia volumosa com instabilidade hemodinâmica → considerar sangramento digestivo alto maciço com trânsito rápido; EDA é prioritária.

Resumo-Chave

Em casos de hematoquezia volumosa e instabilidade hemodinâmica, mesmo que a hematoquezia sugira sangramento digestivo baixo, um sangramento digestivo alto maciço com trânsito rápido deve ser considerado. A endoscopia digestiva alta (EDA) é frequentemente o primeiro exame diagnóstico e terapêutico, especialmente após estabilização hemodinâmica, e o omeprazol é indicado para úlceras pépticas.

Contexto Educacional

Hemorragia digestiva é uma emergência comum. A hematoquezia, eliminação de sangue vivo pelo ânus, geralmente indica sangramento do trato gastrointestinal inferior. No entanto, em casos de sangramento digestivo alto maciço, o sangue pode transitar rapidamente pelo intestino, resultando em hematoquezia em vez de melena. A apresentação clínica com instabilidade hemodinâmica (PA baixa, FC alta) sugere choque hipovolêmico, exigindo reposição volêmica imediata. Após a estabilização hemodinâmica, a localização da fonte de sangramento é crucial. Embora a colonoscopia seja o exame de escolha para sangramento digestivo baixo, a endoscopia digestiva alta (EDA) é frequentemente realizada primeiro em sangramentos maciços de origem incerta, devido à sua capacidade de identificar e tratar lesões no trato gastrointestinal superior, que podem ser a causa da hematoquezia atípica. O omeprazol, um inibidor da bomba de prótons, é administrado para reduzir a acidez gástrica e promover a hemostasia em casos de úlcera péptica. O manejo inicial foca na estabilização do paciente com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea. A decisão entre EDA e colonoscopia depende da suspeita clínica e da gravidade do sangramento. A angiografia é reservada para sangramentos persistentes ou quando os exames endoscópicos não identificam a fonte. É vital para o residente reconhecer que a apresentação atípica de sangramentos pode exigir uma abordagem diagnóstica mais abrangente.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de hematoquezia volumosa?

As causas mais comuns de hematoquezia volumosa incluem diverticulose, angiodisplasia, colite isquêmica, hemorroidas e, em casos de sangramento maciço com trânsito rápido, sangramento digestivo alto.

Quando a endoscopia digestiva alta é indicada em casos de hematoquezia?

A endoscopia digestiva alta é indicada em casos de hematoquezia quando há instabilidade hemodinâmica, suspeita de sangramento digestivo alto maciço com trânsito rápido ou quando a colonoscopia inicial não identifica a fonte do sangramento.

Qual o papel do omeprazol no manejo da hemorragia digestiva?

O omeprazol, um inibidor da bomba de prótons, é utilizado para reduzir a acidez gástrica, o que é crucial no manejo de hemorragias digestivas altas por úlcera péptica, promovendo a estabilização do coágulo e a cicatrização da lesão.

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