Hemorragia Digestiva Aguda: Abordagem e Estratificação de Risco

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

De acordo com as atuais diretrizes que norteiam a abordagem da hemorragia digestiva aguda, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Para que a angiografia possa ser realizada, os pacientes não devem estar em vigência de sangramento ativo.
  2. B) A cintilografia é o exame padrão-ouro para detecção do sítio de sangramento gastrointestinal.
  3. C) A colonoscopia deve ser realizada na 1ª hora após a admissão do paciente portador de sangramento intestinal baixo.
  4. D) Nem todos os pacientes com hemorragia gastrointestinal necessitam de admissão hospitalar ou avaliação de emergência.
  5. E) Nos sangramentos obscuros, oriundos do intestino delgado, a cápsula endoscópica apresenta pouca importância diagnóstica.

Pérola Clínica

Nem toda HDA exige internação; estratificação de risco é crucial para definir conduta e local de tratamento.

Resumo-Chave

A decisão de admissão hospitalar e avaliação emergencial para hemorragia digestiva aguda depende da estratificação de risco do paciente, pois casos de baixo risco podem ser manejados ambulatorialmente ou com observação breve.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva aguda (HDA) é uma emergência médica comum, que pode ser alta ou baixa, e sua abordagem exige uma avaliação rápida e precisa para determinar a gravidade e o plano de manejo. É fundamental para o residente compreender as diretrizes atuais para otimizar o cuidado ao paciente. A estratificação de risco é um passo crucial na HDA, pois nem todos os pacientes necessitam de admissão hospitalar ou avaliação de emergência. Ferramentas como os escores de Rockall ou Blatchford auxiliam na identificação de pacientes de baixo risco que podem ser manejados ambulatorialmente. A angiografia requer sangramento ativo para ser eficaz, a cintilografia é útil para sangramentos de baixo volume, mas não é padrão-ouro, e a colonoscopia não precisa ser na primeira hora para sangramento baixo, a menos que haja instabilidade hemodinâmica. Para sangramentos obscuros do intestino delgado, a cápsula endoscópica tem grande importância diagnóstica, sendo frequentemente o método de escolha para identificar a fonte. O manejo da HDA envolve estabilização hemodinâmica, identificação da fonte de sangramento (geralmente por endoscopia) e tratamento específico, que pode incluir terapia endoscópica, farmacológica, radiológica ou cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para hemorragia digestiva alta?

Os principais fatores incluem uso de AINEs, infecção por H. pylori, úlcera péptica, varizes esofágicas (em pacientes com cirrose) e esofagite.

Quando a angiografia é indicada na hemorragia digestiva?

A angiografia é indicada em sangramentos ativos e volumosos, geralmente quando a endoscopia não conseguiu controlar o sangramento ou identificar a fonte, e a taxa de sangramento é >0,5 mL/min.

Qual o papel da cápsula endoscópica no sangramento gastrointestinal?

A cápsula endoscópica é o método de escolha para investigar sangramentos obscuros do intestino delgado, quando as endoscopias alta e baixa foram negativas, permitindo a visualização de lesões inacessíveis por outros métodos.

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